Investigação aponta que materiais apreendidos podem ajudar a desvendar a logística do ataque que mobilizou mais de 20 criminosos armados.

Dois homens foram presos no Paraguai suspeitos de fornecer os explosivos utilizados no mega-assalto a instituições financeiras ocorrido na madrugada de terça-feira (16), em Santa Rita, no departamento de Alto Paraná. As prisões foram realizadas durante operações simultâneas nos bairros Sol Naciente e Nazaret, na cidade de Emboscada, região de Caacupé.

Os detidos foram identificados como José Cuevas Yegros, de 56 anos, e Ramón Leonardo Bogado, de 39. De acordo com as investigações conduzidas pelo Ministério Público paraguaio, os suspeitos teriam adquirido os cordões detonantes e os explosivos em gel usados pela quadrilha responsável pelo roubo milionário a bancos e uma casa de câmbio.

Durante as buscas, os agentes apreenderam celulares, documentos relacionados à aquisição e utilização de materiais explosivos e uma mochila que pode conter elementos importantes para o avanço das investigações. Todo o material recolhido será submetido à perícia técnica e analisado pelo Ministério Público, que apura a participação dos suspeitos no caso e busca identificar outros integrantes da organização criminosa.

Por determinação da promotoria, os dois presos foram transferidos para a sede da 1ª Delegacia de Polícia de Caacupé, onde permanecem à disposição da Justiça. O mega-assalto aconteceu em Santa Rita, município localizado a cerca de 70 quilômetros da fronteira com o Brasil. Segundo as autoridades paraguaias, mais de 20 criminosos fortemente armados participaram da ação contra instituições financeiras da cidade. As investigações seguem em andamento para esclarecer todos os detalhes do crime e localizar os demais envolvidos.

Com Radio Cultura