Restos de construções industriais foram arremessados a uma distância de aproximadamente 300 metros durante a madrugada de última segunda-feira (2), atingindo residências no Jardim Colina Verde, bairro situado em Maringá, na região norte do Paraná.
Ventos de quase 100 km/h atingem o noroeste paranaense
Conforme dados divulgados pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), rajadas de vento alcançaram a marca de 96,3 quilômetros por hora, caracterizando o fenômeno como uma supercélula, que consiste em uma tempestade severa e altamente organizada.
O Parque das Indústrias figurou entre os pontos mais castigados, abrigando um condomínio empresarial que sofreu perdas severas. Alex Anastácio, dono de um galpão de maquinários estabelecido na região há um ano e com 12 colaboradores, relatou o impacto: “Recebi a notícia de madrugada por um gerente que mora aqui. Achei que tinha caído uma telha, um vendaval, mas não, parece que caiu uma bomba”. O prejuízo estimado em sua propriedade chega a R$ 5 milhões.
Prejuízos em residências e empresas locais
A moradora Dileuza dos Anjos teve a cobertura de sua casa destruída e o automóvel danificado pelos escombros vindos das fábricas. “A gente fica tão desolado, não sabemos nem por onde começar. Tá tudo quebrado, carro quebrado, não tem para onde ir. Você fica de mãos atadas, de a pé, sem internet, sem nada. Você não sabe o que faz, por onde começa”, diz Dileuza.
Outra afetada foi a empresária Roselina Fukushima, cujo negócio de fabricação de placas solares operava no endereço há seis anos e teve a cobertura arrancada e maquinário esmagado. “Restou poucas coisas, as máquinas estão todas quebradas, porque os entulhos caíram em cima das máquinas, é muito triste […] Eu tenho fé em Deus que vamos nos reconstruir. Fomos dormir e acordamos sem nada.”, finaliza a empresária.
Até a tarde da última terça-feira (3), levantamentos da Companhia Paranaense de Energia (Copel) indicavam que mais de 55 mil consumidores seguiam sem fornecimento elétrico, mobilizando cerca de 900 trabalhadores nos reparos da rede.
Por Redação Acontece
Alex Magosso/RPC
