O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) confirmou oficialmente que um tornado atingiu o município de Maringá, localizado na região Norte do Paraná, entre a noite de domingo (1) e a madrugada de segunda-feira (2).
Classificação e força do fenômeno
O evento climático foi categorizado como F2 na Escala Fujita, patamar em que as rajadas de vento variam de 180 km/h a 253 km/h. Essa intensidade é capaz de gerar estragos severos, incluindo a derrubada de árvores pela raiz, destelhamentos, comprometimento parcial de construções e o arremesso de objetos a longas distâncias. O sistema de medição é utilizado no país para mensurar a severidade dos tornados considerando os prejuízos deixados, variando de F0 a F5 conforme o nível de destruição.
Impactos na rede elétrica e serviços
Até o começo da noite de terça-feira (3), mais de 47 mil unidades consumidoras seguiam sem energia elétrica na cidade. Conforme dados da Companhia Paranaense de Energia (Copel), mais de 39 mil residências acumulam mais de 24 horas sem o fornecimento regular. Para reverter o cenário, a estatal mobilizou aproximadamente 900 profissionais nas ruas. Os estragos na infraestrutura elétrica contabilizam 219 postes destruídos e 8 quilômetros de redes danificadas.
Estragos e prejuízos materiais
A força dos ventos provocou bloqueios de ruas, queda de vegetação e danos estruturais generalizados. Até mesmo a cobertura do quartel do Corpo de Bombeiros local desabou, danificando equipamentos, mobiliário e documentos. No Parque das Indústrias, um dos pontos mais castigados, barracões fabris foram severamente danificados. Uma empresa de peças agrícolas operando há mais de uma década no local sofreu perdas drásticas na fachada, telhado e veículos. Moradores de bairros vizinhos relataram que pedaços de construções foram arremessados a centenas de metros, gerando relatos como: “Fomos dormir e acordamos sem nada”.
Força-tarefa de limpeza urbana
A Prefeitura de Maringá registrou cerca de 900 ocorrências envolvendo quedas de árvores e distribuiu lonas para aproximadamente 600 famílias cujos imóveis foram destelhados. Para acelerar a desobstrução das vias e a remoção de entulhos, 57 detentos do sistema penal foram integrados às equipes de apoio à comunidade.
Por Redação Acontece
Foto: Alex Magosso/RPC
