Juliane Vieira teve 63% do corpo queimado, passou por coma induzido e tratamento em centro especializado. Ela teve alta na terça-feira (20).

A advogada Juliane Vieira, de 29 anos, recebeu alta hospitalar na terça-feira (20), após três meses de internação. Ela teve 63% do corpo queimado ao salvar a mãe e o primo de 4 anos de um incêndio em um apartamento, em Cascavel, no oeste do Paraná.

A recuperação incluiu internação na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) no Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), em Cascavel, transferência aérea para centro de referências em pacientes com queimaduras, em Londrina, e a saída gradual do coma induzido.

O incêndio aconteceu no dia 15 de outubro do ano passado, em um apartamento no 13º andar, no bairro Country, em Cascavel.

Imagens que circularam nas redes sociais mostraram Juliane do lado de fora do prédio, pendurada em um suporte de ar-condicionado, tentando resgatar a família .

No apartamento, estavam a mãe dela, Sueli, de 51 anos, e o primo, Pietro, de 4 anos. Após conseguir ajudar os dois, Juliane foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros. Ela sofreu queimaduras em 63% do corpo.

A mãe dela teve queimaduras no rosto, nas pernas e inalou fumaça. Além disso, teve as vias respiratórias queimadas. Sueli ficou 11 dias internada no Hospital São Lucas, em Cascavel.

Pietro foi transferido para Curitiba, por causa da inalação de fumaça e queimaduras nas pernas e mãos. Ele ficou 16 dias internado e recebeu alta no fim de outubro.

Um bombeiro que ajudou no resgate teve queimaduras nos braços, nas mãos e em parte das costas, ele foi internado e teve alta dias depois. Outro teve queimaduras nas mãos e passou por atendimento médico.

Em novembro de 2025, a Polícia Civil concluiu a investigação e apontou que o incêndio não foi intencional e não há sinais de crime. Segundo o laudo pericial, as chamas começaram na cozinha do apartamento.

Após o resgate do incêndio no apartamento, Juliane foi levada ao Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), em Cascavel, onde recebeu os primeiros atendimentos.

Dois dias após o incêndio, a advogada foi transferida de avião para o Hospital Universitário de Londrina, referência no tratamento de queimados. A transferência foi feita em uma aeronave da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa-PR).

Juliane saiu da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) para o aeroporto de Cascavel às 12h50, com suporte especial da ambulância Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), em um avião da Secretaria de Estado de Saúde (Sesa-PR). De lá, foi levada de avião para Londrina, onde chegou ao aeroporto às 13h50.

A transferência era para ter sido realizada no dia anterior, no entanto, o mau tempo a fez ser adiada.

Juliane permaneceu internada no Centro de Tratamento de Queimados, considerado referência no Paraná, até a alta hospitalar. Durante o período, ela ficou em coma induzido.

Em dezembro de 2025, dois meses após o internamento de Juliane, a mãe dela, Sueli Vieira, informou que a jovem começou a acordar do coma e passou a se comunicar, de forma gradual, com parentes.

Segundo a mãe, o quadro de Juliane ainda era delicado, mas a jovem apresentava sinais de melhora.

No dia 14 de janeiro, o hospital confirmou que a advogada estava consciente e respirando sem a ajuda de aparelhos.

Nesta terça-feira (20), após três meses de internação, Juliane recebeu alta hospitalar e deixou o Hospital Universitário de Londrina.

A informação foi confirmada pela assessoria do hospital. Não há detalhes sobre o estado de saúde atual de Juliane.

Amigos e familiares da advogada comemoraram a alta nas redes sociais.

com G1