O forte temporal que atingiu o município de Maringá, localizado na região Norte do Paraná, na madrugada de segunda-feira (2), provocou impactos severos na rede de ensino, em unidades de saúde e na infraestrutura urbana.
Ventos extremos e fenômeno raro
De acordo com dados divulgados pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), as rajadas de vento alcançaram 81 km/h por volta das 3h30. Além disso, registros feitos no aeroporto local apontaram ventos de 96,3 km/h em três horários distintos da madrugada. O Simepar destacou que as análises preliminares apontam a ocorrência de uma supercélula, descrita como uma tempestade de grande intensidade.
“Esse sistema pode gerar ventos extremamente intensos e destrutivos, que se manifestam de forma linear (em linha reta) ou com giro”, diz a nota.
Impactos na saúde e educação
Na manhã de terça-feira (3), diversos serviços essenciais sofreram interrupções. Ao todo, 14 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) registraram problemas no atendimento devido à falta de energia elétrica, interrupção no fornecimento de água ou falhas nas linhas telefônicas e de internet. Unidades como a Zona 06, Requião e o Hospital Municipal de Maringá enfrentaram diferentes graus de comprometimento.
Na área educacional, escolas da rede municipal — entre elas Odete Alcântara Rosa e Pioneira Mariana Viana Dias — suspenderam as atividades presenciais. A Prefeitura justificou que “a suspensão das atividades é necessária para que sejam realizados os trabalhos de avaliação dos danos”. A Universidade Estadual de Maringá (UEM) também cancelou as aulas no câmpus sede.
Destruição em empresas e prédios públicos
O Parque das Indústrias figurou entre os pontos mais castigados pela tempestade, com barracões fabris tendo suas estruturas severamente danificadas. O balanço municipal contabilizou 363 ocorrências de quedas de árvores, dezenas de imóveis atingidos, veículos avariados e postes caídos. Até mesmo o quartel do Corpo de Bombeiros sofreu com a perda de cobertura, resultando em danos materiais na parte interna.
Por Redação Acontece
Alex Magosso/RPC
