Conhecido como o “solteirão” do parque, o macaco Amendoim, da espécie sauim-de-coleira, ganhou uma companheira na última quarta-feira no BioParque Vale Amazônia, situado em Carajás, no Pará. A fêmea Paçoca chegou ao local para formar um par com o animal, união que tem como principal objetivo auxiliar na conservação de uma das espécies mais ameaçadas de extinção em todo o planeta.
O desafio da conservação do sauim-de-coleira
Classificada oficialmente como em perigo de extinção pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, a espécie tem seu habitat natural drasticamente restrito, principalmente no estado do Amazonas. A sobrevivência desses animais enfrenta constantes ameaças devido ao avanço do desmatamento e à forte expansão urbana na região.
Chegada de Paçoca e os próximos passos
Originada de Manaus, a fêmea desembarcou no Pará trazendo consigo outros dois animais da mesma espécie: um filhote e um jovem, que foram anteriormente abandonados e acabaram sendo adotados por ela. Atualmente, o novo grupo cumpre um rigoroso período de quarentena, recebendo atendimento veterinário especializado e ambientando-se ao novo espaço com total segurança.
A integração com o “solteirão” acontecerá de forma gradual após essa etapa inicial. Segundo a equipe técnica do santuário ecológico, a previsão é de que os animais possam ficar juntos em aproximadamente quatro meses, embora esse período possa ser ajustado conforme a individualidade e o ritmo de adaptação de cada macaco.
Histórico de resgate e características da espécie
Amendoim reside no BioParque desde dezembro de 2022, após ser transferido pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres de Manaus. Ele sobreviveu a um ataque de cães que resultou na morte do exemplar adulto que o acompanhava, o qual provavelmente era seu pai. O recinto faz parte da Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil, colaborando diretamente com órgãos governamentais para proteger a integridade genética de bichos ameaçados.
O sauim-de-coleira destaca-se por seu porte pequeno, medindo entre 30 e 42 centímetros e pesando cerca de 450 a 600 gramas. O nome popular da espécie é uma referência direta à chamativa pelagem branca em formato de coleira que envolve sua cabeça, pescoço e peito.
Por Redação Acontece
Imagem: Divulgação / BioParque Vale Amazônia
