A população exige transparência nas cobranças, fim das quedas excessivas de energia e melhor atendimento
Após reclamações de consumidores a respeito do aumento nas tarifas de energia elétrica depois da substituição dos medidores, a Copel esclareceu dúvidas da população durante a audiência pública realizada nesta terça-feira (14). Moradores e comerciantes subiram ao plenário da Câmara Municipal de Foz do Iguaçu e exigiram transparência nas cobranças, esclarecimentos sobre as oscilações tarifárias, soluções para as quedas excessivas de energia em áreas comerciais e melhorias no atendimento ao público.
A Copel esclareceu dúvidas a respeito das mudanças, que fazem parte do programa Rede Elétrica Inteligente, programa iniciado em 2021 e já está na sua 4ª fase. A iniciativa tem por objetivo instalar novos equipamentos, como medidores inteligentes, para digitalizar serviços e criar uma rede de apoio para as equipes de atendimento.
De acordo com os representantes da concessionária, a nova rede pode auxiliar na religação e atendimento de áreas afetadas por eventos climáticos, que estão cada vez mais recorrentes em todo o Brasil. Também foi destacado que o aumento da digitalização está facilitando o religamento da energia, os pagamentos e o serviço de poda de árvores nessas regiões.
População não sente as mudanças
Os participantes utilizaram a tribuna para relatar que, em diversas regiões do município, as quedas de energia são frequentes, causando prejuízos a moradores e empresários. Segundo os relatos, o problema também atinge a Avenida Brasil, um dos principais centros comerciais de Foz do Iguaçu.
Outra reclamação apresentada foi o aumento expressivo nas contas de energia elétrica, registrado no mês seguinte em diversos estabelecimentos. De acordo com os moradores, essa situação tem se repetido com frequência, deixando os consumidores sem alternativas além de quitar os valores cobrados ou recorrer ao parcelamento com incidência de juros. Eles também afirmam que, ao buscar esclarecimentos junto à concessionária, enfrentam dificuldades para obter informações e consideram o atendimento insuficiente.
Os participantes ainda criticaram a demora no religamento da energia após a quitação dos débitos. Conforme relataram, muitas famílias em situação de vulnerabilidade financeira costumam atrasar o pagamento de uma fatura para priorizar a quitação da anterior. No entanto, segundo os moradores, atualmente há registros de protesto em cartório, o que torna o processo de religação mais burocrático e dificulta o restabelecimento do serviço, mesmo sem restrição do nome do consumidor. Diante desse cenário, questionaram quem estaria sendo beneficiado por esse procedimento, que, na avaliação deles, acaba prejudicando principalmente as pessoas em situação de maior vulnerabilidade.
