Município diz que problema se arrasta há mais de dez anos e analisa ampliação do Jardim São Paulo para evitar colapso nas vagas.

A Prefeitura de Foz do Iguaçu afirmou que acompanha “com atenção” a situação dos cemitérios municipais e reconheceu que a baixa disponibilidade de vagas para sepultamentos é um problema antigo, que se arrasta há mais de dez anos e exige uma solução estrutural e de longo prazo.

Em nota oficial, o município informou que está em andamento o processo de ampliação da área contígua ao Cemitério Jardim São Paulo. Segundo a administração, o investimento poderá ser realizado pela CAMIS, concessionária responsável pelos cemitérios municipais, caso haja uma eventual prorrogação contratual.

A empresa pleiteia junto à Prefeitura a antecipação da renovação do contrato, atualmente válido até 2028, alegando que a medida seria necessária para garantir os investimentos e assegurar prazo suficiente para recuperação dos recursos aplicados.

A Prefeitura informou que solicitou à concessionária a apresentação detalhada dos custos do projeto e das informações econômico-financeiras da operação para analisar a proposta com cautela, transparência e segurança jurídica.

Conforme o município, duas possibilidades estão sendo avaliadas: a execução das obras pela própria concessionária, mediante eventual prorrogação contratual juridicamente fundamentada, ou a realização direta do investimento pelo Município, respeitando os trâmites legais e orçamentários necessários.

A administração municipal ressaltou ainda que nenhuma decisão será tomada de forma precipitada e que o objetivo da atual gestão é construir uma solução definitiva e sustentável, evitando medidas apenas emergenciais ou de curto prazo.

A manifestação da Prefeitura ocorre em meio ao alerta feito pela administração dos cemitérios municipais sobre o risco de esgotamento das vagas disponíveis para sepultamentos em Foz do Iguaçu.

Segundo a gerente-geral dos cemitérios municipais, Amanda Carolina de Camargo, restam atualmente apenas oito vagas no Cemitério São João Batista e quatro no cemitério do Três Lagoas.

A situação se agravou após um aumento no número de óbitos nos últimos dias. De acordo com Amanda, entre a última sexta-feira e esta semana foram realizados cerca de 30 sepultamentos no município, enquanto a média diária normalmente gira em torno de seis enterros.

Para manter os atendimentos, a administração dos cemitérios vem reutilizando jazigos de famílias inadimplentes com as taxas anuais. Um edital foi publicado no Diário Oficial convocando os responsáveis pelos túmulos com pendências financeiras antes que os espaços sejam retomados pelo município.

Com Radio Cultura

Imagem : IA