O avanço do mercado ilegal e a forte presença de produtos falsificados nas principais metrópoles brasileiras escancaram o desafio enfrentado por quem atua no comércio formal e paga impostos regularmente. Em bairros movimentados, como Copacabana, no Rio de Janeiro, calçadas inteiras viram pontos de venda a céu aberto para mercadorias piratas, desde óculos de grife até camisas de seleções e bolsas, evidenciando a normalização da economia subterrânea.
O Impacto Bilionário da Economia Subterrânea no Brasil
A Confederação Nacional do Comércio (CNC) aponta que o mercado ilegal movimentou impressionantes R$ 179,2 bilhões em 2025, o que representa 13,8% das vendas em setores como vestuário, eletroeletrônicos, farmácias e combustíveis. O setor de combustíveis e lubrificantes lidera o faturamento da ilegalidade, acumulando cerca de R$ 100 bilhões, impulsionado pela dificuldade do consumidor em atestar a procedência do produto na hora da compra.
A Visão do Consumidor e o Sofrimento do Lojista Formal
Pesquisas do Instituto Fecomércio RJ revelam que 78,3% dos compradores da região metropolitana buscam o mercado informal atraídos pelos preços mais baixos. Para a maioria, a economia é justificada pela ausência de tributos ou pela origem ilícita dos itens, como cargas roubadas. Enquanto isso, lojistas formais enfrentam quedas expressivas nas vendas, concorrência desleal e poluição sonora e visual nas portas de seus estabelecimentos.
Ação das Autoridades e o Desafio da Logística Criminosa
As forças de segurança e órgãos de fiscalização intensificaram o combate à pirataria, com aumentos expressivos nas apreensões realizadas pela Receita Federal e por delegacias especializadas, como a DRCPIM. No entanto, especialistas em segurança pública alertam que a complexidade da logística e a falta de dados precisos sobre a cadeia de abastecimento dificultam o combate a essas organizações criminosas, que contam tanto com produtos importados quanto com fabricação clandestina nacional.
Por Redação Acontece
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