Uma grave crise de superlotação nos cemitérios públicos de Foz do Iguaçu, no Paraná, deixou seis corpos aguardando sepultamento em câmaras frias. Cinco deles estão armazenados no Hospital Municipal Padre Germano Lauck, enquanto um corpo permanece sob os cuidados da Polícia Científica.
Justiça exige plano emergencial
Diante do esgotamento total dos espaços, a Justiça determinou que a administração municipal apresente, no prazo de cinco dias, um Plano de Ação Emergencial válido para os próximos 30 dias. O magistrado responsável destacou o risco sanitário e a urgência em resolver a situação.
A ação judicial foi movida pela própria Camis, empresa responsável pela gestão dos cemitérios da cidade. A concessionária alegou na Justiça a total falta de jazigos gratuitos e a retenção de corpos em unidades de saúde.
Tentativas de liberação e impasses
Para contornar o problema, a empresa administradora abriu dez novos jazigos nos últimos dois meses no Cemitério Municipal Parque Nacional. No entanto, apenas uma exumação foi possível, pois os demais corpos ainda estavam íntegros, impedindo a reutilização dos espaços.
Por outro lado, a prefeitura abriu um processo administrativo contra a concessionária sob a acusação de descumprimento de contrato. A empresa negou as irregularidades, classificou as acusações como infundadas e afirmou ter alertado o poder público municipal sobre o colapso iminente dos cemitérios sem obter retorno.
Projetos e soluções futuras
Enquanto a disputa administrativa e judicial continua, o município estuda alternativas para criar centenas de novas vagas em cemitérios como o Jardim São Paulo e o Três Lagoas. A concessionária, por sua vez, condiciona novos investimentos à renovação do contrato de concessão original.
Por Redação Acontece
Foto: RPC/Reprodução
