Na disputa pelo Senado em MG, Aécio salta de patrimônio de R$ 2,3 milhão em 2022 para R$ 22,5 milhões

O candidato ao Senado por Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB-MG), declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio total de R$ 22,5 milhões neste ano. O valor representa um salto expressivo em relação aos R$ 2,3 milhões — quantia corrigida pelo IPCA — informados por ele quando registrou sua candidatura a deputado federal em 2022, conforme dados disponíveis no portal DivulgaCand.

Origem do crescimento patrimonial

O aumento expressivo nos bens do político mineiro decorre, fundamentalmente, do recebimento de uma herança após o falecimento de sua mãe em 2023, montante estimado em cerca de R$ 20 milhões.

Entre os bens repassados por sucessão familiar, destacam-se propriedades imobiliárias localizadas nos estados de Santa Catarina e do Rio de Janeiro, cujo valor somado atinge R$ 8,60 milhões. Além disso, o espólio incluiu R$ 6,03 milhões em investimentos e aplicações financeiras, bem como um bem raiz no campo avaliado em R$ 3,61 milhões.

Evolução de investimentos e veículos

Na comparação com os dados apresentados em 2022, as aplicações financeiras do candidato passaram de R$ 365,3 mil para R$ 498 mil. O montante em veículos automotores, entre carros e motos, também registrou alta, saltando de R$ 129,8 mil para R$ 542,3 mil.

Por outro lado, o inventário de bens imóveis tradicionais permaneceu praticamente estável. Um apartamento situado em Belo Horizonte teve pequena variação de R$ 220 mil para R$ 222 mil, enquanto um terreno de perfil rural manteve-se cotado em R$ 87 mil.

Contexto da candidatura e cenário eleitoral

A formalização da postulação de Aécio ocorreu na chapa encabeçada pelo ex-prefeito da capital mineira Alexandre Kalil (PDT), após a legenda abrir mão da vaga anteriormente ocupada. O ex-governador ingressa na disputa de última hora, substituindo os nomes de Marcelo Heringer (PDT) e Gustavo Galassi (PSDB).

A nova investida ao Senado prolonga uma trajetória de duas décadas ininterruptas de disputas eleitorais, período que inclui dois mandatos à frente do governo estadual entre 2003 e 2010 e a corrida presidencial de 2014. Pesquisas de intenção de voto recentes colocam o tucano em patamar competitivo, embora acompanhado de índices expressivos de rejeição no eleitorado.

Por Redação Acontece

DivulgaCand / Tribunal Superior Eleitoral

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