Na madrugada deste sábado (7), a Polícia Nacional do Paraguai transferiu o ex-presidente Santiago Peña para uma unidade militar localizada em Assunção, capital do país, após uma noite marcada por fortes protestos.
Investigação e prisão domiciliar
A medida ocorre depois que o Ministério Público do Paraguai requisitou a prisão domiciliar para Peña na noite de sexta-feira (6). O ex-presidente é acusado de irregularidades no caso ueno bank, escândalo financeiro que deixou cerca de três milhões de correntistas sem acesso ao próprio dinheiro.
O mandado foi cumprido na residência particular de Peña, situada no bairro Mburucuyá, cerca de uma hora após a destituição do então presidente paraguaio.
Confrontos e transferência por segurança
Durante a noite, populares aglomeraram-se nos arredores do imóvel do ex-presidente e romperam as barreiras de segurança estabelecidas pelas forças policiais. A situação resultou em confronto, uso de força e registro de feridos.
Devido aos incidentes e ao risco à integridade, a Polícia Nacional solicitou a movimentação de Peña para uma área com melhores condições de segurança. Pouco depois da meia-noite, comboios transportaram o político até a sede do Regimento de Escolta Presidencial (REP), órgão ligado às Forças Armadas.
Próximos passos da justiça paraguaia
Neste sábado, às 11h, está previsto o primeiro depoimento de Peña perante as autoridades encarregadas da investigação. Na ocasião, a Justiça decidirá se ele permanece detido no REP ou se passará a cumprir monitoramento com tornozeleira eletrônica.
Além de Peña, o Ministério Público também exigiu a prisão do ex-presidente do Banco Central do Paraguai (BCP), Carlos Carvallo, que se entregou à polícia no final da noite de sexta-feira.
Por Redação Acontece
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