Esquema de auto empréstimo de US$ 74 milhões e protestos em assunção aprofundam crise do ueno bank

O escândalo envolvendo o ueno bank ganhou contornos operacionais e judiciais gravíssimos no Paraguai, revelando uma sofisticada triangulação financeira para encobrir um rombo bilionário na instituição.

Entenda o esquema de autoempréstimo de US$ 74 milhões De acordo com investigações do Ministério Público e do Banco Central do Paraguai (BCP), o banco simulou a venda de US$ 74,4 milhões em créditos podres para mascarar prejuízos contábeis e evitar sanções regulatórias.

A manobra financeira utilizou empresas de fachada e recursos dos próprios depositantes para que a instituição comprasse a sua própria carteira de crédito inadimplente, repetindo padrões de fraudes bancárias internacionais.

Imputações e crimes investigados pela justiça Diante das evidências coletadas pelo órgão regulador, os promotores formalizaram acusações formais contra 27 pessoas envolvidas no esquema fraudulento.

A lista de investigados inclui oito diretores do alto escalão do ueno bank e 19 executivos ligados a empresas parceiras, que responderão por crimes como lesão de confiança, gestão fraudulenta, tentativa de fraude e conduta indevida em situações de crise.

Confrontos e revolta popular em Assunção Enquanto a investigação avança no âmbito judicial, a revolta tomou conta das ruas da capital paraguaia com milhares de clientes afetados pelas contas congeladas.

Os protestos rapidamente ganharam tom político, exigindo a renúncia ou o impeachment do presidente Santiago Peña, culminando em fortes confrontos com a tropa de choque da Polícia Nacional nas proximidades do Congresso.

Por Redação Acontece

Foto: Elisa Marecos Saldívar e Sandino Flecha Torres.

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