MP denuncia pai e filhos Buscariollo por chacina em Icaraíma

O Ministério Público do Paraná (MPPR) formalizou denúncia contra Antônio Buscariollo e seus três filhos — Paulo, Carlos Henrique e Carlos Eduardo — pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa armada. A acusação ocorre logo após a conclusão do inquérito policial sobre o crime brutal que chocou o Noroeste do Paraná em agosto de 2025. Todos os suspeitos já cumprem prisão preventiva desde agosto deste ano.

Emboscada e execução por dívida

Segundo o apurado pelas autoridades, o caso teve origem quando as vítimas viajaram de São José do Rio Preto, no interior paulista, até o município paranaense para negociar uma dívida. Para não pagar os valores devidos, os acusados teriam preparado uma armadilha em uma propriedade rural. Os três homens que vieram cobrar o débito foram executados a tiros com armas de diferentes calibres.

Após os assassinatos, os corpos e os veículos dos envolvidos foram levados para locais distantes e escondidos em valas clandestinas situadas a cerca de 14 quilômetros da cena do crime. Na tentativa de despistar a polícia, os suspeitos ainda teriam apagado dados dos telefones celulares das vítimas.

Esconderijos subterrâneos e crimes

As investigações revelaram que o grupo familiar operava como uma organização criminosa armada estruturada desde, pelo menos, dezembro de 2023. A atuação do clã envolvia fraudes imobiliárias, adulteração de veículos, ocultação de mortos e fraudes em processos.

Durante as diligências, a polícia descobriu veículos com placas adulteradas, movimentações financeiras paralelas e a existência de bunkers, que consistiam em esconderijos subterrâneos de alvenaria erguidos em zonas rurais para dar suporte aos crimes.

Pedidos de punição e indenização

A Promotoria de Justiça de Icaraíma apontou qualificadores como motivo torpe, emprego de meio cruel, emboscada e uso de armas de fogo de uso restrito.

Além da condenação à prisão, o órgão ministerial exige o pagamento de uma reparação cível mínima de R$ 500 mil destinada às famílias de cada uma das vítimas da violência extrema registrada na região.

Por Redação Acontece

Foto: Divulgação/Polícia Civil

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