Com produção de madeira e 500 mil mudas por ano, colégio florestal de Irati movimenta quase R$ 1 milhão

O Centro Estadual Florestal de Educação Profissional Presidente Costa e Silva, localizado em Irati, na região Centro-Sul do Paraná, já movimentou quase R$ 1 milhão em 2026 por meio da comercialização de madeira e da produção anual de 500 mil mudas. A escola combina o ensino técnico em regime de internato com a vivência prática, atendendo cerca de 300 estudantes matriculados no curso de Florestas.

Estrutura e ciclo produtivo completo

Irati abriga uma das únicas duas unidades da rede estadual com foco no setor florestal, destacando-se por realizar o ciclo completo da produção, que abrange o plantio, o manejo, a colheita e a comercialização de árvores. Com uma área de 173 hectares — o equivalente a cerca de 240 campos de futebol —, o colégio destina 34% de seu território ao cultivo de espécies como pinus, eucalipto, araucária e erva-mate, enquanto o restante abriga infraestrutura e áreas preservadas.

“O Paraná tem forte vocação para o setor florestal e precisa de profissionais preparados para atuar com tecnologia, produtividade e responsabilidade ambiental. Quando o estudante acompanha todo esse processo dentro da escola, ele relaciona o conhecimento técnico às situações que encontrará no mundo do trabalho”, afirma o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda.

Vivência prática e comercialização

A rotina pedagógica envolve desde análises de solo e operação de maquinários até a comercialização de madeira, que gerou quase R$ 800 mil em receita bruta em 2026 para atender serrarias, indústrias de compensados, painéis de MDF e geração de energia. O viveiro da instituição, responsável pelas 500 mil mudas anuais, faturou outros R$ 200 mil com a venda para produtores, projetos ambientais e órgãos como a Flona Irati Florestal.

“Eles aprendem a analisar o solo, produzir mudas, realizar o manejo, operar equipamentos, entender o destino comercial de cada produto, além de conhecer a legislação florestal. É uma formação que une conhecimento técnico, responsabilidade ambiental e experiência profissional”, diz o diretor da Unidade Didático-Produtiva (UDP) e responsável técnico, Gilcinei Linhares.

Cooperativa escolar e impacto na região

Criada em 2023, a cooperativa escolar gerencia as vendas e reinveste integralmente os recursos em novas tecnologias, infraestrutura e equipamentos para a própria instituição de ensino. Essa dinâmica reforça o aprendizado de gestão e cidadania entre os alunos, preparando-os para o mercado de trabalho em empresas de reflorestamento, indústrias de celulose e serviços ambientais.

“A cooperativa ensina gestão, organização e responsabilidade. Quando os estudantes percebem que o resultado do trabalho retorna em equipamentos, melhorias e novas oportunidades para a escola, eles entendem o valor da produção coletiva e do cooperativismo”, afirma Linhares.

A relevância da instituição reflete a força da atividade no estado, que se consolida como o segundo maior em área plantada de pinus no país e registrou um Valor Bruto da Produção florestal de R$ 9,7 bilhões em 2025, segundo dados oficiais.

Por Redação Acontece

Foto: Divulgação/AEN

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