O governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), declarou publicamente que considera “compreensível” a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do território nacional. A manifestação ocorreu por meio de uma postagem nas redes sociais na última terça-feira (27/10), na qual o político paranaense reprovou a medida adotada pelo Supremo Tribunal Federal relacionada aos documentos de viagem do parlamentar.
A crítica ao Supremo Tribunal Federal
Na postagem, Sergio Moro questionou a ordem emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que havia ordenado a entrega dos passaportes brasileiro e italiano à Polícia Federal.
O político paranaense indagou o motivo pelo qual o candidato oposicionista, contemplado com 59 milhões de votos, teve os documentos confiscados logo após o término do pleito. Em seguida, ele argumentou que o país se encontra distante da normalidade institucional.
O contexto da viagem internacional
O trajeto do senador gerou grande repercussão na região de Foz do Iguaçu. Dados jornalísticos apontam que Flávio esteve em Puerto Iguazú, na Argentina, antes de rumar para os Estados Unidos a bordo de uma aeronave particular, acompanhado de sua esposa e de suas duas filhas.
A determinação de Alexandre de Moraes ocorreu na segunda-feira (26/10), fundamentada em um requerimento da Polícia Federal que apontava perigo de fuga. Além da exigência de entrega dos papéis em um intervalo de 24 horas, o magistrado vetou viagens internacionais ao senador e proibiu qualquer tipo de comunicação com o advogado Willer Tomaz.
Investigação e desdobramentos na fronteira
O inquérito apura supostos crimes de lavagem de dinheiro ligados a empreendimentos de apostas, embora as autoridades ainda precisem aprofundar a apuração dos fatos. Como os documentos não foram entregues no prazo limite da manhã de terça-feira (27/10), a Polícia Federal comunicou ao STF a anulação dos passaportes em seus registros.
A passagem pela Tríplice Fronteira evidenciou o deslocamento do parlamentar, que teria cruzado o limite territorial utilizando apenas uma cédula de identidade, mesmo diante da proibição judicial. O desembarque nos Estados Unidos ocorreu na manhã de quarta-feira (28/10), consolidando o cenário de forte repercussão política em torno dos aliados.
Por Redação Acontece
Foto em destaque: Beto Barata/PL
