Onça-pintada é registrada no Parque Nacional do Iguaçu e recebe nome de Estrela

Uma onça-pintada foi avistada em liberdade no Parque Nacional do Iguaçu, localizado em Foz do Iguaçu, na região oeste do Paraná. O anúncio do flagrante foi feito pelo Projeto Onças do Iguaçu nesta segunda-feira (26/10), revelando que o animal recebeu a alcunha de Mbyja, termo originário do guarani que traduz-se como “estrela”.

Monitoramento estratégico com armadilhas fotográficas

Para mapear os felinos sem causar interferência em seu habitat, a iniciativa emprega equipamentos automáticos em pontos táticos da mata. Por meio desse sistema, especialistas conseguem monitorar a movimentação da fauna e identificar cada espécime analisando as características exclusivas de suas manchas corporais.

Esses registros visuais contínuos fornecem dados valiosos para análises populacionais e estratégias de preservação na unidade de conservação paranaense. Mesmo com o avanço tecnológico, os especialistas ainda não determinaram o sexo do animal e desconhecem se ele representa um novo habitante ou se já circulava pelo local sem ser detectado.

População de onças e status de conservação

O levantamento binacional mais recente, datado de 2024, calculou a presença de 23 onças-pintadas exclusivamente no trecho brasileiro do parque. Ampliando o escopo para o Corredor Verde, que liga áreas preservadas em território nacional e argentino, o total estimado atingiu 84 exemplares.

O histórico demonstra uma retomada gradual dos felinos, visto que em 2009 o cálculo apontava apenas 11 indivíduos no lado brasileiro. Contudo, apesar da expansão numérica, o mamífero permanece classificado em situação criticamente ameaçada de extinção na bioma da Mata Atlântica.

Atuação do projeto na proteção dos felinos

A frente de conservação conduz investigações científicas, acompanha a movimentação da espécie e executa iniciativas para mitigar atritos entre os animais e moradores vizinhos à reserva. Cada nova aparição amplia o entendimento sobre a dinâmica da fauna local, reforçando a importância do monitoramento contínuo na fronteira paranaense.

Por Redação Acontece

Foto em destaque: Reprodução/Vídeo

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