BOLSONARO, AS BALAS E ANA CLARA

A pequena Ana Clara Gomes Machado tinha apenas 5 anos de idade quando sua vida foi interrompida de forma trágica. Na data de 2 de fevereiro de 2021, a menina estava na frente de sua residência, localizada na comunidade Monan Pequeno, em Niterói, Rio de Janeiro, enquanto brincava com seu irmão caçula de 2 anos.

A dinâmica do disparo e a investigação

Durante uma operação da polícia, a criança acabou sendo atingida por um projétil de fuzil. Conforme apontado pelo Ministério Público, o policial militar Bruno Dias Delaroli foi o autor dos tiros efetuados na direção onde as crianças estavam. Mesmo com os avisos dos moradores locais, que foram ignorados, ainda foi necessário implorar por socorro para a vítima.

Tramitação judicial e o envolvimento político

Após o ocorrido, Delaroli chegou a ser detido, mas obteve o direito de responder ao processo em liberdade provisória com medidas cautelares desde novembro de 2021. A acusação formal do Ministério Público contra o agente foi por homicídio qualificado com dolo eventual, sob o argumento de que ele assumiu o risco de tirar uma vida ao atirar em uma zona residencial. No entanto, o então senador Flávio Bolsonaro interveio para atuar na defesa do policial de forma pro bono.

Controvérsias e perícia balística

Durante um debate presidencial, a mãe da vítima, Cristiana Gomes da Silva, esteve presente na plateia. Na ocasião, ao ser interpelado, Flávio confundiu o nome da mãe com o da menina e afirmou o desejo de auxiliá-la na busca pelo verdadeiro responsável. A perícia técnica realizada no local do crime identificou exclusivamente munições de fuzil calibre 7,62 mm, que correspondem aos cartuchos distribuídos à corporação e passíveis de rastreamento até a arma utilizada pelo policial.

Por Redação Acontece

Foto: Reprodução / Redes Sociais

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