Escolas danificadas por temporal são reconstruídas com mão de obra prisional em Laranjeiras do Sul

Um grupo de 27 pessoas privadas de liberdade foi mobilizado pela Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) para executar trabalhos de reconstrução e limpeza em Laranjeiras do Sul, na Região Centro-Sul do estado, após os estragos causados por um forte temporal no início deste mês.

Trabalho de limpeza e desobstrução

A operação inicial envolveu a remoção de entulhos em vias públicas, corte de árvores com risco de queda e diversas tarefas de manutenção urbana na cidade. No momento, o foco principal das equipes é a reestruturação de oito instituições de ensino afetadas pelos temporais.

As intervenções ocorrem no CMEI Adelina Dutra Boeira, nas Escolas Municipais Valdemar Boeira, Therezinha Maria Moretto Andretta, Padre Gerson Galvino e Água Verde, na APM da Escola Municipal Teotônio Vilela, além dos Colégios Estaduais Cívico-Militar Érico Veríssimo e Professor Gildo Aluísio Schuck.

Prioridade para a educação

A urgência na retomada das atividades acadêmicas foi destacada pelo secretário da Segurança Pública, coronel Hudson Teixeira. “É fundamental a recuperação imediata das escolas para garantir que nossos estudantes não percam muitos dias de aula e voltem às atividades com segurança”, afirma.

Reforçando a importância da união entre pastas governamentais, o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, também pontuou o impacto da iniciativa. “Nossos meninos e meninas precisam estar na escola, aprendendo e construindo o futuro. Por isso, estamos unindo esforços para recuperar as unidades danificadas pelo temporal e garantir o retorno seguro às aulas o quanto antes. Essa parceria transforma um momento difícil em oportunidade de reconstrução e recomeço”, afirma.

Origem da força-tarefa e benefícios legais

A mobilização contou com a cooperação da Cadeia Pública de Laranjeiras do Sul e do Programa Mãos Amigas, que enviou 12 apenados de Guarapuava, somados a três detentos locais. O grupo foi completado por mais seis indivíduos de um convênio municipal e outros seis já habituados à rotina da unidade penal.

O reflexo positivo da medida tanto para o município quanto para os detentos foi ressaltado por lideranças da Polícia Penal do Paraná (PPPR). Segundo o chefe da Divisão de Produção e Desenvolvimento da instituição, Boanerges Silvestre Boeno Filho, “A ação evidencia o papel fundamental da reintegração social e demonstra à sociedade o valor do trabalho prisional como instrumento de reparação e utilidade pública, garantindo aos custodiados uma oportunidade real de recomeço”, explica.

Complementando a avaliação, o coordenador regional da PPPR em Guarapuava, Anderson Uchack, detalhou a vantagem jurídica e social da atividade. “Toda a sociedade local sai ganhando com essa cooperação entre a PPPR e a prefeitura. Para o custodiado, o benefício é bastante significativo, pois ele é inserido no mercado de trabalho e recebe remição de pena, reduzindo um dia a cada três trabalhados, o que contribui diretamente para sua reintegração social”, afirma.

Por Redação Acontece

Foto: Divulgação/Sesp

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