Vertedouro de Itaipu segue aberto para escoar o excedente

A usina de Itaipu iniciou a abertura da calha central do vertedouro da barragem, liberando um fluxo de 11,3 milhões de litros de água por segundo que não foram direcionados para a geração de energia elétrica.

Operação do vertedouro e fluxo atual

No dia seguinte ao início da abertura, apenas a calha da direita, observando o vertedouro de frente, seguiu em funcionamento, operando com uma vazão aproximada de oito milhões de litros por segundo.

Segundo informações divulgadas pela hidrelétrica, a estrutura continuará aberta por tempo indeterminado, enquanto persistirem as cheias nos trechos situados acima da usina.

“Composto por três calhas […] o vertedouro de Itaipu já permaneceu aberto ininterruptamente por dez anos, durante o período de instalação das unidades geradoras da usina”, recorda a binacional.

Impactos na região de fronteira

Entre a hidrelétrica e a foz do Rio Iguaçu, múltiplos fatores impactam o nível do Rio Paraná, sendo que o transbordamento do Rio Iguaçu gera um fenômeno conhecido como “efeito de maré”, retendo parte do volume de água e elevando o nível do rio acima das previsões na área trinacional, o que atinge localidades em Foz do Iguaçu, no Paraná, além de cidades paraguaias.

“Itaipu também contribui para o controle da vazão do rio Paraná, por meio da gestão do reservatório e da operação da usina. A atuação permite regular o escoamento da água, dentro dos limites operacionais, e contribui para a gestão das cheias a jusante [abaixo] da barragem”, complementa.

Na margem brasileira, a elevação das águas já impactou estruturas como clubes de pesca. Do lado paraguaio, mais de 400 famílias precisaram abandonar suas moradias em áreas próximas à Ponte da Amizade, recebendo suporte da diretoria paraguaia de Itaipu.

Por Redação Acontece

Foto: Divulgação / Itaipu Binacional

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