A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reconheceu 70 estabelecimentos de saúde no Paraná com o Certificado de Alta Conformidade na Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente referente a 2025. O balanço oficial, estruturado em conjunto com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), abrange 56 hospitais que contam com Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 14 centros de diálise em solo paranaense. Deste grupo qualificado, 15 locais atingiram 100% de aproveitamento em todos os quesitos analisados.
Critérios e impacto na assistência médica
O processo de verificação examina a implantação de pilares essenciais para o cuidado, englobando a atuação dos Núcleos de Segurança do Paciente, a criação de protocolos assistenciais, a mitigação de infecções e o monitoramento contínuo de incidentes. O intuito é incentivar as instituições a mapearem vulnerabilidades, otimizarem suas rotinas e minimizarem danos aos enfermos.
“Os resultados demonstram o empenho dos serviços na adoção de práticas que contribuem para proteger os pacientes. Nosso objetivo é fortalecer uma cultura em que a prevenção de riscos, a identificação de falhas e o aprendizado com as situações identificadas façam parte do trabalho cotidiano das equipes. Esse esforço contribui para a qualidade da assistência e para a melhoria da saúde dos paranaenses”, destacou a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes.
Entrega de certificações e expansão do programa
Como forma de honrar o desempenho excepcional, a Anvisa enviou menções formais para as 15 unidades que obtiveram conformidade plena. Simultaneamente, a Sesa realizou a entrega física das honrarias aos 70 estabelecimentos por meio de encontros presenciais nas macrorregionais de saúde, estimulando a manutenção do padrão de excelência e a participação recorrente nas análises federais.
O escopo da Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente tem passado por ampliações gradativas. Para os próximos ciclos, o planejamento estratégico da Anvisa prevê a inclusão de novas modalidades de autoavaliação para hospitais sem UTI e, posteriormente, a extensão do monitoramento para a Atenção Primária à Saúde (APS), consolidando a cultura de segurança em múltiplos níveis de atendimento.
Por Redação Acontece
Créditos da imagem: Divulgação/Sesa
