O rápido desenvolvimento de Foz do Iguaçu e seus impactos na convivência social já preocupavam especialistas e religiosos na década de 1980, conforme revelam documentos históricos preservados no Paraná.
Reflexões sobre a urbanização no Paraná
Residente no município paranaense desde 1972, o padre Germano Lauck utilizou um artigo publicado em 9 de junho de 1986 no jornal Nosso Tempo para debater o papel humanitário dos centros urbanos. O material agora integra o acervo do Museu da Imprensa.
Em suas análises, o religioso destacava que a expansão desordenada beneficiava elites econômicas enquanto negligenciava as necessidades fundamentais da população local.
Crítica ao modelo de crescimento
O diagnóstico era direto: “Cidades assim são mais anticidade do que cidade; não cumprem a função humana e humanizante de uma cidade”.
Além disso, o autor apontava que o avanço urbano estimulava o isolamento social, a fragmentação comunitária e a substituição do bem coletivo por interesses estritamente particulares.
O apelo pela solidariedade
Diante de um cenário onde o tecido social se enfraquecia, o padre enfatizava a urgência de resgatar valores comunitários em uma localidade que, segundo sua visão, “mais separa do que une”.
Por Redação Acontece
Imagem: Acervo do Museu da Imprensa / Reprodução
