Cleitinho se explica após críticas por vídeo com Alcolumbre: "Não apoiei"

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), eleito governador de Minas Gerais, usou as redes sociais para responder a apoiadores que criticaram sua aparição em um vídeo ao lado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A repercussão negativa ocorreu entre eleitores ligados ao bolsonarismo após a divulgação da gravação.

Justificativa sobre o encontro político

Em resposta a uma seguidora nas redes sociais, o parlamentar negou qualquer tipo de aliança política com Alcolumbre e afirmou que o diálogo ocorreu estritamente por motivos legislativos. A apoiadora havia comentado: “Cleitinho, fiquei meio decepcionada com você do lado do presidente do Senado”.

Diante da reação, o senador argumentou que precisa transitar institucionalmente com a mesa diretora para conseguir destravar pautas de seu interesse. Em sua defesa, ele declarou: “Eu não votei no Davi e sempre fiz campanha contra, mas ele é o presidente até dezembro. Então, para que meus projetos sejam aprovados, passa por ele”.

Foco na votação da escala 6×1

O governador eleito também enfatizou que a gravação não teve caráter laudatório ou de suporte político, mas sim o propósito de cobrar a inclusão na pauta da proposta que trata do fim da jornada de trabalho de seis dias por um de descanso.

Sobre o episódio, o parlamentar complementou: “O que eu fiz foi pedir para pautar esse projeto que venho lutando tem três anos! Não fiz vídeo elogiando ele ou apoiando ele. O vídeo, além de institucional, é claro: estou pedindo que paute o projeto quarta-feira”.

Repercussão entre eleitores e divergências

A imagem gerou descontentamento na base de apoio do político, com questionamentos na seção de comentários sobre a aproximação institucional. Além da polêmica com o vídeo, o tema da escala de trabalho também marca um ponto de divergência entre Cleitinho e Flávio Bolsonaro (PL), a quem o senador apoia na disputa presidencial. Enquanto o mineiro defende a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o tema, o aliado nacional propõe um formato alternativo baseado nas horas trabalhadas.

Por Redação Acontece

Foto: Breno Esaki / Metrópoles