A mãe de Bianca Vieira do Prado, jovem de 19 anos achada sem vida e enterrada em uma região de mata em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, planeja deixar a residência onde viviam juntas para tentar amenizar o sofrimento causado pela perda. Cleide Vieira de Lima relatou que o espaço traz lembranças constantes da filha, que sumiu após frequentar uma casa noturna na capital paranaense.
O desaparecimento após a balada
De acordo com as investigações da Polícia Civil do Paraná, Bianca deixou a residência no dia 16 de setembro com destino a um estabelecimento localizado no bairro Capão Raso, em Curitiba, na companhia de uma amiga cuja identidade não foi revelada.
O último contato com a família ocorreu no dia 17 de setembro, quando a vítima pediu R$ 80 para desbloquear o aparelho celular e afirmou estar na casa de familiares da colega. A partir desse momento, os parentes perderam totalmente o contato com a jovem.
Investigação e localização do corpo
O corpo foi localizado somente três semanas mais tarde, em uma terça-feira (6), no bairro Guarituba. A vítima estava com as mãos atadas e enterrada em uma cova rasa. Conforme a defesa da família, representada pelo advogado Leonardo Mestre, a jovem caiu em uma armadilha.
“A Bianca foi atraída para uma emboscada, para um local em que já estava preparado, já esperavam receber ela. Ela foi levada por uma pessoa de confiança, ela não percebeu aquilo que estava aquilo que estava acontecendo, para onde ela estava sendo levada e qual que era o objetivo daquilo”, afirmou o advogado.
A apuração sobre o paradeiro da vítima teve ajuda de dados coletados por um jornalista investigativo, que repassou as coordenadas aos familiares. O material foi entregue à polícia, viabilizando a localização do corpo.
Próximos passos da polícia
As autoridades agora aguardam a emissão dos laudos oficiais da Polícia Científica para determinar a causa exata do óbito e identificar eventuais lesões adicionais. As diligências seguem em andamento para localizar todos os participantes do crime e esclarecer as motivações.
“A família de Bianca, por meio de sua representação jurídica, tem acompanhado e fiscalizado o andamento da investigação. Os elementos conhecidos até o momento apontam que Bianca foi atraída para uma emboscada por pessoa de sua confiança e submetida a uma ação marcada pela crueldade e covardia, havendo, ainda, indícios da participação de mais de uma pessoa no crime. A família seguirá atuando para que todas as circunstâncias sejam esclarecidas e todos os envolvidos sejam identificados e responsabilizados, com rigor na apuração e respeito à memória da vítima”, diz a nota.
“Minha filha, não sei porque fizeram isso com ela, é muita maldade. Era minha filha única, era minha companheira e agora fiquei sozinha, sabe? Vou até me mudar, porque cada lugar que eu piso lá dentro, cada cantinho eu lembro dela”, disse a mãe
Por Redação Acontece
Reprodução / Arquivo pessoal
