42 policiais do PR são afastados por esquemas de cobrança de propina em rodovias que ofereciam wi-fi de batalhão para pagamento por pix

Quarenta e dois policiais militares do Paraná, com atuação predominante no Batalhão da Polícia Rodoviária estadual, foram afastados de suas atividades operacionais sob a suspeita de envolvimento em redes de corrupção e extorsão em estradas da região.

Investigação do Gaeco

As apurações são conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Paraná, com trabalhos iniciados em 2025. Os inquéritos revelaram que os agentes públicos utilizavam até mesmo recursos tecnológicos modernos para garantir os repasses ilícitos de motoristas parados nas blitze.

Caso os condutores alegassem falta de dinheiro em espécie para quitar o suborno, os suspeitos forneciam um QR code para transações instantâneas. Nos locais onde a cobertura de telefonia móvel falhava, os agentes chegavam a disponibilizar o acesso à internet sem fio da própria unidade policial para viabilizar a transação financeira.

Operações Via Pix e Rota 466

O Ministério Público divide o caso em duas frentes principais: as diligências concentradas nos Campos Gerais e na região central do estado. As investidas receberam os nomes de Operação Via Pix e Operação Rota 466, esta última fazendo alusão à rodovia que conecta os municípios de Guarapuava e Pitanga.

Em uma fase recente da ofensiva policial, mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços vinculados a quinze agentes da corporação e mais quatro civis em oito cidades paranaenses, resultando no recolhimento de armamentos, eletrônicos e documentos.

Por Redação Acontece

Foto: Divulgação/Gaeco