O Tribunal do Júri condenou, na noite da última terça-feira (6), dois irmãos gêmeos a mais de 20 anos de prisão pelo assassinato do vigilante Igor Santos Artigas, de 39 anos, ocorrido em Maringá, na região norte do Paraná.
A dinâmica do crime em Maringá
O homicídio aconteceu em 5 de fevereiro de 2019, quando a vítima pilotava sua motocicleta na rotatória das avenidas Nildo Ribeiro e Carlos Borges. Um automóvel se aproximou e os ocupantes efetuaram os disparos de arma de fogo que atingiram fatalmente o profissional, que trabalhava em um mercado local.
Motivação e envolvimento com o tráfico
De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil do Paraná e pelo Ministério Público do Paraná, a motivação do crime esteve ligada à atuação da vítima, que costumava denunciar práticas ilícitas na vizinhança. Os criminosos viram no vigilante um obstáculo para suas operações criminosas na área.
As penas aplicadas pelo tribunal
Alessandro da Silva Riguetto recebeu a maior condenação, fixada em 24 anos, quatro meses e 25 dias de reclusão, com acréscimo decorrente da negativa de confissão. Seu irmão, Leandro da Silva Riguetto, foi sentenciado a 22 anos e seis meses de prisão. Um terceiro envolvido, João Alencar do Nascimento Jacomo, colega dos gêmeos, pegou 13 anos e nove meses. Todos cumprirão pena em regime fechado.
Investigação e desdobramentos judiciais
O esclarecimento do caso contou com o auxílio de câmeras de segurança, que registraram a movimentação de um veículo suspeito e auxiliaram os policiais a identificar os autores. Um quarto suspeito, apontado como responsável por fornecer a arma utilizada no crime, acabou morto no ano de 2023. As defesas dos condenados informaram que pretendem recorrer das decisões nas instâncias superiores.
O julgamento encerra um capítulo importante sobre a violência urbana associada ao comércio de entorpecentes no interior paranaense, reforçando a atuação da justiça estadual na punição de crimes graves.
Por Redação Acontece
Foto: RPC Maringá / Reprodução
