A endometriose frequentemente é associada apenas aos ovários e ao útero, mas a condição pode avançar para estruturas como a bexiga, o intestino e os ligamentos pélvicos, caracterizando a chamada endometriose profunda.
Sintomas e órgãos mais atingidos pela doença
Fora do sistema reprodutor, o intestino é o local mais frequentemente acometido. As lesões costumam se concentrar no cólon sigmoide e no reto, provocando manifestações como inchaço abdominal acentuado no período pré-menstrual, conhecido como endobelly, desconforto ao evacuar e eventuais traços de sangue nas fezes.
O sistema urinário também sofre impactos expressivos. Cerca de 84% das lesões urológicas acometem a bexiga, gerando sensação de peso e dor ao urinar. Já os ureteres respondem por cerca de 15% dos casos, um cenário silencioso que pode obstruir o fluxo urinário e prejudicar o rim sem apresentar sinais prévios evidentes.
Desafios da cirurgia de alta complexidade
O tratamento de focos múltiplos exige um planejamento minucioso e técnica de alta precisão, diferenciando-se de procedimentos ginecológicos convencionais. O grande objetivo médico é erradicar totalmente as lesões visíveis na primeira intervenção, protegendo a anatomia e a preservação funcional de cada órgão envolvido.
Para alcançar esse patamar de segurança, os especialistas empregam recursos avançados que unem tecnologia de ponta e equipe multidisciplinar.
O avanço médico combina a videocirurgia e a cirurgia robótica com recursos tridimensionais, mapeamento pélvico pré-operatório detalhado por ressonância magnética e ultrassom, além de uma abordagem integrada que resolve todos os pontos comprometidos em um único ato operatório.
A excelência no diagnóstico precoce e na execução cirúrgica minimamente invasiva é determinante para evitar recidivas e garantir a qualidade de vida das pacientes que enfrentam quadros pélvicos complexos no Paraná.
Por Redação Acontece
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