Muitas paranaenses descobrem a endometriose apenas após meses ou anos de tentativas frustradas para ter filhos, muitas vezes realizando exames de rotina sem apresentar dores intensas.
O impacto da endometriose na gravidez
Dados da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida indicam que cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva possuem a condição, índice que salta para até 50% entre aquelas que enfrentam dificuldades para engravidar. Contudo, especialistas reforçam que o diagnóstico não determina a infertilidade absoluta.
O problema ocorre quando o tecido semelhante ao revestimento uterino se prolifera fora do útero, gerando um estado inflamatório crônico que reduz a taxa de fecundidade mensal de cerca de 20% para patamares entre 2% e 10% nos casos afetados.
Como a doença age no organismo
A condição interfere na jornada reprodutiva de quatro maneiras principais: alterando a posição de trompas e ovários por meio de aderências, reduzindo a qualidade dos óvulos através de cistos chamados endometriomas, tornando o ambiente pélvico hostil para a fixação do embrião e desregulando o equilíbrio hormonal.
Tratamento cirúrgico e preservação da fertilidade
Em cenários onde ocorrem bloqueios anatômicos ou perda da reserva ovariana, a intervenção cirúrgica pode ser recomendada para restaurar a anatomia pélvica e elevar as chances de concepção. O planejamento cirúrgico varia conforme a idade, o tempo de tentativa e o desejo da paciente.
Especialistas ressaltam que exames avançados, como a ressonância magnética e o ultrassom transvaginal especializado, são fundamentais para identificar focos profundos da doença, especialmente em pacientes que não manifestam sintomas dolorosos evidentes.
Por Redação Acontece
Camila Requena Machado de Alcantara.
