Médica assassinada no PR: além do feminicídio, polícia conclui que marido também cometeu abandono de incapaz por deixar bebê com corpo

A Polícia Civil do Paraná concluiu nesta semana o inquérito sobre a morte da médica Gassi Mazia, de 37 anos, assassinada em Maringá. O principal suspeito, o marido João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, recebeu alta hospitalar e foi transferido para a delegacia após passar dias internados sob escolta policial.

Acusações formais e investigação no Paraná

Com o encerramento das apurações conduzidas pelas autoridades policiais, o suspeito foi formalmente indiciado não apenas pelo crime de feminicídio, mas também por abandono de incapaz. A investigação apontou que o filho do casal, um bebê de apenas oito meses de idade, foi deixado trancado sozinho no apartamento ao lado do corpo da mãe após o crime.

O Ministério Público do Paraná recebeu a conclusão do caso e confirmou que irá solicitar a manutenção da prisão preventiva do investigado, que já havia tido a detenção em flagrante convertida pela Justiça logo após o ocorrido em setembro.

Dinâmica do crime e confissão

O assassinato aconteceu no dia 5 de setembro, quando a vítima foi morta com golpes de faca dentro de sua residência. A investigação apontou que o agressor não aceitava o término do relacionamento e invadiu o imóvel para cometer o homicídio. O caso veio à tona após o próprio suspeito confessar o crime a um familiar em Mandaguari, cidade localizada a cerca de 32 quilômetros de Maringá.

Após a confissão, a polícia militar foi acionada e encontrou o homem ferido. Ele foi socorrido, internado em um hospital da região e, após se recuperar, encaminhado à unidade policial para responder pelos crimes perante a Justiça paranaense.

Por Redação Acontece

Reprodução / Redes Sociais

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