Requião Filho defende auditoria na Copel e fim das escolas cívico-militares no Paraná

Durante sabatina na TV, o candidato ao governo do Paraná Requião Filho (PDT) defendeu a realização de uma auditoria rigorosa na Copel logo após o processo de privatização e garantiu que pretende encerrar o modelo de escolas cívico-militares no estado caso seja eleito nas próximas eleições.

Propostas para a Copel e educação no Paraná

O político argumentou que a companhia de energia deve voltar a atender estritamente ao interesse público dos cidadãos paranaenses. Para isso, planeja fiscalizar a empresa de perto e cobrar maior rigor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em relação aos serviços prestados no território estadual.

Em relação à rede de ensino, o candidato afirmou que pretende transformar o formato das unidades cívico-militares. Segundo ele, o projeto atual funciona apenas como propaganda ideológica, já que o currículo acadêmico não apresenta diferenças reais em comparação às escolas tradicionais da rede pública.

Posicionamentos sobre alianças e segurança

Questionado sobre sua recente desfiliação do PT e a atual coligação que inclui diversas siglas de esquerda, o candidato manteve as críticas econômicas feitas ao governo federal no passado, mas ressaltou a importância do diálogo democrático e da capacidade técnica para ocupar secretarias estaduais.

Outro ponto que chamou atenção durante a entrevista foi o posicionamento favorável ao porte e à posse de armas, além da defesa do voto auditável por meio de comprovantes impressos pelas urnas eletrônicas, pautas que divergem das diretrizes históricas de alguns dos seus partidos aliados.

Investimentos no litoral e meio ambiente

O postulante ao Palácio Iguaçu também comentou sobre a infraestrutura da região litorânea do estado, criticando a prioridade dada a grandes obras sem antes resolver gargalos de saneamento básico, saúde e duplicação de rodovias que afetam os moradores locais durante todo o ano.

Por fim, na área ambiental, destacou a necessidade de retomar a proteção das matas ciliares e unir forças com o setor do agronegócio para promover uma produção sustentável, garantindo a segurança hídrica e a preservação dos remanescentes de Mata Atlântica paranaense.

Por Redação Acontece

Manuella Mariani/g1

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