Durante agenda de campanha em municípios do Paraná, o candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, defendeu o encerramento de financiamentos públicos para grandes eventos artísticos com cachês milionários. A passagem pelo estado incluiu visitas a Londrina, Maringá e Cascavel nesta quarta-feira (16).
Propostas para cultura e exportação no país
Em coletiva de imprensa realizada em Londrina, o postulante ao Planalto afirmou que o repasse de verbas para o setor cultural deve ser direcionado a iniciativas focadas na identidade nacional e nas tradições regionais. Segundo ele, o apoio a expressões locais, como danças e músicas típicas, precisa ocorrer por meio de leis de incentivo para manter oficinas e grupos culturais ativos e próximos da população.
Para o representante do partido Missão, os megashows bancados com recursos públicos não agregam valor à cultura nacional. Na visão do político, a estratégia ideal para o Brasil seria seguir um modelo semelhante ao sul-coreano de exportação, promovendo marcas brasileiras no exterior e difundindo o estilo de vida do país, tal como ocorre com a comercialização de produtos que vão desde a indústria pesada até o consumo de produções culturais globais.
Críticas ao Judiciário e declarações em Maringá
Durante suas passagens pelo interior paranaense, o candidato também abordou pautas institucionais e defendeu mudanças profundas no sistema de justiça brasileiro. Para ele, o Supremo Tribunal Federal concentra poder excessivo, sendo necessária uma reforma que inclua o fim das decisões monocráticas e a proibição de escritórios de advocacia com ligações diretas com ministros da corte. O político também prometeu eliminar o foro privilegiado para evitar que o tribunal exerça controle sobre o parlamento.
Já em Maringá, reduto eleitoral ligado ao ex-juiz e atual senador Sergio Moro, o candidato disparou críticas contra o aliado do Partido Liberal. Ele declarou que o ex-magistrado perdeu a condição de liderança ao se aproximar de figuras políticas ligadas à alteração de rumos de operações de combate à corrupção, classificando a situação como uma grande decepção política.
Por Redação Acontece
Ronaldo Vanzo
