Casal é preso após aplicar golpes na venda de ar-condicionado no PR e deixar prejuízo de R$ 160 mil aos consumidores

Um casal foi preso preventivamente na manhã desta quarta-feira (16), em Maringá, na região Norte do estado, sob a acusação de aplicar um esquema fraudulento na comercialização de aparelhos de climatização. De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil do Paraná, as ações criminosas deixaram um prejuízo estimado em R$ 160 mil para dezenas de consumidores que buscavam adquirir os equipamentos por valores abaixo da tabela de mercado.

Como funcionava o esquema criminoso

Os suspeitos, identificados pelas autoridades como Welinton José Santana e Israela Messias Santana, utilizavam as plataformas digitais para divulgar ofertas de ares-condicionados fabricados por marcas renomadas. Os valores anunciados chegavam a ser até três vezes menores do que os praticados pelo comércio tradicional, o que atraía um grande volume de interessados em fechar negócio rapidamente.

Para convencer os compradores de que os descontos expressivos eram legítimos, os investigados inventavam justificativas elaboradas. Eles alegavam que os produtos eram oriundos de arremates em leilões oficiais ou que mantinham parcerias comerciais diretas com empresas seguradoras, mascarando assim a origem duvidosa das ofertas fraudulentas.

Estratégias de manipulação e ameaças

Nas etapas de negociação e pós-venda, o casal adotava táticas para ganhar tempo e evitar suspeitas imediatas. Quando os clientes cobravam a remessa dos produtos, os criminosos enviavam capturas de tela falsificadas, simulando diálogos com supostas distribuidoras para culpar terceiros pelos atrasos nas entregas e prorrogar as cobranças.

Diante do não recebimento das mercadorias, os compradores que exigiam a devolução dos valores pagos encontravam forte resistência. Conforme o inquérito policial, a dupla se recusava terminantemente a restituir o dinheiro e ainda recorria a intimidações verbais, além de fornecer informações inverídicas para tentar desestimular novas cobranças.

Os suspeitos agora vão responder perante a Justiça pela prática continuada do crime de estelionato em concurso de pessoas, enquanto as autoridades seguem apurando se há mais envolvidos ou novas vítimas na região.

Por Redação Acontece

Polícia Civil

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