Paraná registra três tornados em três dias e chega a 13 casos em 2026

O estado do Paraná contabilizou três tornados em um intervalo de três dias consecutivos durante o mês de setembro, elevando para 13 o total de ocorrências confirmadas no decorrer de 2026. A sequência de eventos severos teve início na quarta-feira e culminou com o registro mais recente na tarde desta sexta-feira (11), em uma zona rural do município de Goioerê, situado no Centro-Oeste paranaense.

Como se formou o tornado em Goioerê

De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a instabilidade atmosférica que atingiu Goioerê por volta das 16h foi gerada por uma supercélula de tempestade. Esse sistema severo ganhou força devido ao avanço de uma frente fria pelo território paranaense, impulsionada pela formação de um ciclone extratropical no estado vizinho do Rio Grande do Sul.

Os especialistas do órgão meteorológico ainda conduzem vistorias na região afetada para contabilizar os prejuízos materiais e estipular a força dos ventos. Essa mensuração técnica segue os parâmetros da Escala Fujita, que correlaciona a extensão dos estragos estruturais à velocidade estimada do vento.

Sequência histórica de tempestades no estado

A série ininterrupta de fenômenos começou por volta das 17h de quarta-feira (9), quando um primeiro tornado de curta duração atingiu Francisco Alves, na região Noroeste. Já na madrugada de quinta-feira (10), o temporal avançou para o Centro-Sul, atingindo o município de Espigão Alto do Iguaçu antes de chegar a Goioerê na sexta-feira.

Diante desse cenário de instabilidade recorrente, mapeamentos desenvolvidos por especialistas com base em dados de radar e satélite evidenciam uma ampliação significativa na área de risco para a formação desses eventos climáticos extremos no Paraná em comparação com o final do ano anterior, quando um tornado de intensidade F4 devastou parte de Rio Bonito do Iguaçu.

Desafios na previsão meteorológica

Apesar dos avanços tecnológicos nos modelos de previsão do tempo e na identificação de ambientes atmosféricos propícios, os meteorologistas destacam que a localização exata e o momento do toque do solo continuam sendo de difícil predição.

Conforme apontam pesquisadores da área de geografia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), essa dificuldade ocorre justamente porque os tornados possuem ciclo de vida curto e atingem faixas territoriais restritas, permitindo que sistemas de alerta antecipem o perigo com margens de apenas dezenas de minutos.

Por Redação Acontece

Foto: Reprodução/Redes Sociais

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