O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a validade das provas coletadas durante as investigações sobre a suspeita de antecipação de mortes na UTI do Hospital Evangélico de Curitiba.
Contexto das investigações no Paraná
A apuração conduzida pelo Ministério Público do Paraná apontou que, entre 2006 e 2013, a médica Virgínia Soares de Souza supostamente reduzia a oxigenação e administrava bloqueadores neuromusculares para liberar leitos na unidade hospitalar da capital paranaense. A denúncia teve como base laudos, exames e depoimentos de funcionários.
O Superior Tribunal de Justiça havia considerado as provas ilegais em 2025, anulando a análise de 1.670 prontuários médicos apreendidos na época. No entanto, a nova decisão monocrática de Moraes entendeu que a diligência policial seguiu critérios adequados de investigação.
Impacto nos processos judiciais
Com o entendimento do ministro do STF, inquéritos e ações penais que estavam paralisados no estado poderão retomar o andamento. A defesa da médica informou que recorreu ao plenário da corte suprema e ressaltou que a decisão individual não interfere nas absolvições já obtidas em instâncias anteriores da Justiça do Paraná.
Por Redação Acontece
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