Empresário bancou chope de Natal para unidade ligada a delegado investigado

As investigações sobre um suposto esquema de desvio de uma carga de vergalhões avaliada em R$ 1,4 milhão ganharam novos capítulos após revelações de conversas em aplicativos de mensagens que apontam o envolvimento de policiais civis e empresários da região.

Detalhes da Investigação

O processo conduzido pelas autoridades aponta que a atuação de um delegado, um escrivão e um agente está sob escrutínio rigoroso. Documentos anexados aos autos indicam que um empresário local teria financiado a compra de bebidas para uma festa de confraternização de uma delegacia especializada, levantando suspeitas sobre a proximidade entre os investigados e os alvos da operação.

A Justiça determinou o afastamento cautelar dos servidores públicos envolvidos por um período inicial de 90 dias. Além da suspensão das atividades, a decisão incluiu o recolhimento imediato de armas, distintivos e carteiras funcionais, bem como o bloqueio de acessos aos sistemas policiais.

Defesa e Contrapontos

Por meio de sua defesa, o delegado citado negou veementemente todas as acusações de desvio de cargas e recebimento de propina. Os advogados argumentam que a unidade policial sofria com a falta de estrutura adequada para o armazenamento de materiais apreendidos e que o próprio delegado havia alertado órgãos de controle e o Ministério Público sobre a situação logística meses antes da deflagração da operação.

Por Redação Acontece

Foto: Divulgação/Polícia Civil

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