Mulher resgatada no Nepal tem hipertermia e passará por cirurgia na perna

A idosa Chandika Shrestha, de 63 anos, que sobreviveu por dez dias soterrada pela lama após um devastador desastre no Nepal, vai passar por uma cirurgia no joelho direito. O procedimento foi confirmado por seu filho, Ashish Shrestha, à imprensa local, após o dramático resgate ocorrido no último sábado (5/9).

Tratamento médico e quadro de saúde

Atualmente, a paciente está internada no Hospital do Exército Nepalês, localizado em Chhauni. De acordo com o porta-voz da instituição, Rajaram Basnet, ela apresenta um ferimento profundo na coxa direita e sinais de hipertermia, condição em que a temperatura corporal fica anormalmente alta. Além disso, o boletim médico aponta que Chandika possui comorbidades como diabetes, hipertensão e problemas cardíacos.

Origem da tragédia e operação de salvamento

O drama da moradora começou em 26 de agosto, quando um colapso glacial no alto do Himalaia provocou um verdadeiro tsunami de lama ao longo do rio Bhote Koshi, afetando o território nepalês e a divisa com o Tibete. A residência de quatro andares da vítima, situada no distrito de Nuwakot, foi completamente soterrada, deixando apenas partes da estrutura visíveis sob uma grossa camada de detritos.

Após ser retirada com vida dos escombros em uma operação que comoveu equipes de segurança, a idosa foi aplaudida no local e transportada de helicóptero para Katmandu para receber atendimento especializado. No mesmo dia, um cidadão chinês também foi localizado com vida a 225 metros de profundidade dentro de um túnel de um projeto hidrelétrico na região de Rasuwa.

Balanço oficial do desastre

As enchentes e deslizamentos deixaram um rastro severo de destruição na região do Himalaia. Dados oficiais da agência nacional de desastres indicam que 1.344 corpos já foram resgatados, enquanto cerca de 5.000 pessoas continuam desaparecidas. Do lado chinês, veículos de imprensa estatal registraram 31 mortes e 531 desaparecidos, em meio a dezenas de peregrinos e turistas indianos que também não foram encontrados após as cheias na fronteira.

Por Redação Acontece

Imagem: Reprodução / Redes Sociais

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