A Polícia Civil do Espírito Santo investiga um possível envolvimento do atacante David, jogador do Vasco, com o tráfico de drogas local após descobrir mensagens suspeitas trocadas com o ex-agente do atleta, apontado como líder de uma facção criminosa em Serra.
Investigação policial e conversas comprometedoras
O caso veio à tona durante as investigações da Operação A Tropa, que mira crimes de tráfico de armas, drogas e lavagem de drogas na Região Metropolitana de Vitória. No celular do ex-agente Édson Vander da Silva Júnior, preso recentemente, os investigadores encontraram diálogos em que o atleta comenta sobre uma tentativa de homicídio ocorrida em março de 2024, afirmando que a vítima “mereceu tomar uns tiros mesmo”.
Em outra conversa analisada pelas autoridades policiais, o ex-agente encaminhou um áudio do suspeito de ser o atirador, identificado como Ruan de Freitas Camargo Cruz. Na mensagem, o criminoso pedia apoio financeiro para substituir um veículo considerado “queimado” pela polícia após o atentado.
Suspeita de financiamento e mandados de busca
O delegado Rodrigo Sandi Mori, responsável pela Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa da Serra, destacou que o teor das conversas levantou fortes suspeitas sobre o financiamento do tráfico na região por parte do jogador profissional. Os investigadores também identificaram o envio de uma foto de pistola ao atleta, que teria respondido sobre a necessidade de eliminar rivais.
Diante das evidências levantadas pela Operação A Tropa, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na residência do atleta, localizada na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e também no centro de treinamento vascaíno. Na ocasião, as equipes apreenderam dois aparelhos celulares pertencentes ao jogador.
Defesa e posicionamento do clube
Em depoimento prestado às autoridades, o atacante negou veementemente qualquer participação em esquemas criminosos ou comércio de entorpecentes e armas, admitindo apenas manter contato com conhecidos da infância no estado capixaba.
A defesa jurídica e o empresário André Cury rejeitaram qualquer envolvimento do cliente com o crime organizado, pontuando que amizades de infância na periferia não implicam em cumplicidade delituosa. A diretoria do clube carioca informou que está colaborando com a justiça e que o atleta seguirá treinando e jogando normalmente até que haja uma definição oficial do caso.
Por Redação Acontece
Foto: Divulgação/Polícia Civil
