Um frequentador de 37 anos baleado no tórax por um tiro acidental dentro de um estabelecimento de tiro esportivo em Toledo, no Oeste paranaense, era amigo do atirador que acionou a arma. O caso ocorreu na tarde de um sábado no distrito de Novo Sobradinho, e a vítima permanece internada em estado grave na UTI do Hospital Bom Jesus (HOESP).
Dinâmica do incidente registrada por câmeras
Câmeras de segurança do local registraram a movimentação da dupla na área administrativa do clube. Nas imagens, a vítima manuseia uma pistola calibre 9 milímetros e a apoia sobre uma mesa. Em seguida, o amigo pega o armamento e dispara acidentalmente contra o tórax do colega.
De acordo com as autoridades policiais, ambos visitavam o espaço. O autor do disparo, de 31 anos, possui registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). A pistola utilizada tem documentação regular, foi apreendida para perícia e a administração do estabelecimento reforçou que o manuseio de armamentos em zonas administrativas é estritamente proibido.
Falhas nas normas de segurança
A investigação conduzida pela Polícia Civil apontou que a tragédia ocorreu devido a uma sucessão de erros no cumprimento de protocolos fundamentais de segurança com armamentos.
Entre as diretrizes ignoradas estão manter o dedo distante do gatilho, direcionar o cano para direções seguras e agir como se o equipamento estivesse sempre municiado.
Conforme o relato policial, o atirador havia desmuniciado a câmara anteriormente. Contudo, a vítima recolocou o carregador, inseriu uma bala na câmara, retirou o carregador novamente e depositou a pistola na mesa. O amigo assumiu erroneamente que o objeto estava inofensivo e puxou o gatilho.
Até o momento, os elementos coletados indicam ocorrência de disparo acidental configurado como lesão corporal culposa, sem intenção de matar. O inquérito segue em andamento para esclarecer todos os fatos, e os donos do clube foram eximidos de culpa na fase preliminar. Ao término das diligências, o relatório será encaminhado à Polícia Federal e ao Exército para as medidas administrativas cabíveis.
Por Redação Acontece
Foto: Divulgação/PCPR
