Paes sobe tom contra Ruas, o acusa de enriquecer na política e chama adversário de ‘filhinho de papai’

A disputa pelo governo do Rio de Janeiro ganhou novos contornos nesta segunda-feira com declarações duras do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) direcionadas ao seu opositor, Douglas Ruas (PL).

Acusações de nepotismo e herança política

Durante o programa eleitoral veiculado no rádio e na televisão, a campanha do PSD optou por não exibir a imagem de Paes, substituindo-o por um narrador que detalhou a trajetória do adversário. O material classificou Douglas Ruas como um “filhinho de papai” e resgatou sua nomeação como secretário de Trabalho em São Gonçalo, gestão comandada por seu pai, o prefeito Capitão Nelson (PL), configurando suposto nepotismo.

Patrimônio e conexões investigadas

Outro ponto de destaque no vídeo foi o questionamento sobre a evolução financeira do candidato do PL. A propaganda apontou que Ruas seria proprietário de uma empreiteira com capital social avaliado em R$ 16 milhões, valor que não constaria na declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral, onde o patrimônio declarado é de R$ 1,4 milhão.

Além das finanças, o programa abordou uma auditoria do governo estadual que apontou falhas administrativas na Secretaria de Cidades durante o período em que Ruas esteve à frente da pasta.

Estratégia de desgaste político

A peça publicitária também tentou desconstruir a imagem policial do adversário, afirmando que sua passagem pela corporação teria durado apenas três anos e servido apenas para projeção política.

Para fechar o bloco de críticas, a campanha de Paes buscou vincular a imagem de Douglas Ruas a figuras tradicionais da política fluminense, encerrando a transmissão com um forte apelo eleitoral contra a continuidade de antigas gestões no comando do estado.

Por Redação Acontece Foto: Reprodução / Campanha Eleitoral

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