A endometriose é uma condição crônica que atinge cerca de 190 milhões de mulheres e meninas em idade reprodutiva em todo o planeta, o equivalente a 10% da população feminina entre 15 e 49 anos, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
O desafio de identificar a doença
Identificar a condição nem sempre é simples, principalmente porque muitas mulheres confundem os sinais com cólicas comuns. O embaixador da Sociedade Mundial de Endometriose, Rodrigo Fernandes, destaca que o problema costuma surgir ainda na adolescência ou antes, mas o diagnóstico demora em média oito anos para ser confirmado.
Os seis Ds da endometriose
Para facilitar a identificação, o especialista aponta os chamados “seis Ds”, um conjunto de sintomas que se intensificam durante o período menstrual e servem como alerta para a investigação médica.
Dis menorreia, que se caracteriza pela dor intensa durante a menstruação.
Dispareunia, manifestada como dor profunda durante as relações sexuais.
Disúria, que representa a dor ao urinar.
Disqueia, identificada pela dor ao evacuar.
Dor crônica pélvica persistente.
Dificuldade para engravidar.
Diagnóstico e busca por ajuda médica
A crença popular de que menstruar dói e a falta de informação entre pacientes e profissionais fazem com que muitas mulheres passem por mais de oito médicos antes de receberem o diagnóstico correto.
Ao notar qualquer um desses sinais, é fundamental procurar um ginecologista e relatar detalhadamente cada desconforto. A partir da avaliação clínica, o profissional poderá solicitar exames específicos, como ultrassom e ressonância magnética com preparo adequado, para confirmar o quadro e iniciar o acompanhamento adequado.
Por Redação Acontece
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