O mês de setembro vai muito além do tradicional feriado da Independência do Brasil, celebrado no dia 7, que garante um descanso prolongado logo na primeira segunda-feira do período. Moradores de diversos estados e capitais brasileiras também poderão aproveitar folgas extras ao longo das semanas seguintes devido a comemorações religiosas, aniversários de fundação e datas magnas estaduais.
Feriados religiosos em capitais estendem o descanso
Logo após o 7 de Setembro, o calendário de terça-feira (8) traz folgas municipais motivadas por celebrações religiosas e aniversários em quatro capitais importantes do país. Em Vitória (ES), a data é marcada pelas homenagens a Nossa Senhora da Vitória. Já em São Luís (MA), os moradores comemoram o aniversário da capital maranhense juntamente com o Dia de Nossa Senhora da Natividade.
As festividades religiosas do dia 8 também paralisam as atividades em Palmas (TO), em honra a Nossa Senhora da Natividade, e em Curitiba (PR), que celebra o Dia de Nossa Senhora da Luz.
Emancipação política de Alagoas
Avançando no calendário, o dia 16 de setembro reserva uma folga em todo o território alagoano. O estado celebra sua emancipação política, registrando 209 anos desde a separação oficial de Pernambuco, decretada em 1817 por Dom João VI como forma de premiar os proprietários de terras locais que apoiaram a Coroa contra a Revolução Pernambucana e reduzir a influência política pernambucana. Na época, a primeira sede do governo ficou estabelecida na antiga cidade de Alagoas do Sul, atual Marechal Deodoro, antes que a capital fosse transferida para Maceió em 1839 devido às facilidades do porto local.
Revolução Farroupilha no Rio Grande do Sul
Encerrando o ciclo de folgas do mês, o dia 20 de setembro marca a comemoração da Revolução Farroupilha em terras gaúchas. A data relembra o conflito civil mais duradouro da história nacional, ocorrido entre 1835 e 1845, impulsionado pela insatisfação com a alta tributação sobre a produção local de charque em comparação com os produtos importados, além da busca por maior autonomia política frente ao poder centralizado no Rio de Janeiro.
Sob a liderança de figuras históricas como Bento Gonçalves, os revoltosos tomaram Porto Alegre em 20 de setembro de 1835 e chegaram a proclamar uma nova república, que mais tarde se uniu a outros episódios marcantes, como a proclamação da República Juliana em Santa Catarina. O conflito chegou ao fim somente em 1845, após a assinatura do Tratado de Ponche Verde com Dom Pedro II, que garantiu anistia aos participantes e o retorno pacífico da região ao Império.
Por Redação Acontece Créditos da imagem: Reprodução / Banco de Imagens
