Uma marca histórica de duas décadas foi quebrada no final da noite deste domingo (30/8) no US Open. O tenista Novak Djokovic foi eliminado na estreia do torneio após uma exaustiva batalha de 4 horas e 36 minutos contra o argentino Mariano Navone, com placar de 3 sets a 2, com parciais de 7/6(5), 5/7, 4/6, 6/2 e 6/1, frustrando o sonho do 25º título de Grand Slam.
O fim de um longo jejum nos torneios principais
Essa foi a primeira vez desde o Australian Open de 2006 que o atleta sérvio se despede de um dos quatro principais campeonatos do circuito mundial logo na primeira rodada. Tratando-se especificamente do US Open, o revés representa a sua saída mais precoce em 20 participações na história do torneio estadunidense.
Problemas físicos e desgaste em quadra
Durante o confronto, a condição física de Djokovic chamou atenção e gerou preocupação. O ex-líder do ranking mundial chegou a passar mal, vomitou no piso da quadra e lidou diretamente com fortes dores no ombro e episódios severos de cãibras, chegando a chorar devido ao desgaste extremo.
A partida teve início com grande equilíbrio entre os atletas. O tenista sul-americano faturou a primeira parcial no tie-break, mas o sérvio reagiu na sequência, impôs seu ritmo e obteve a virada ao vencer o segundo e o terceiro sets.
A reação do adversário e o colapso físico
Contudo, a dinâmica mudou drasticamente a partir da quarta etapa. Embora tenha iniciado com vantagem, o multicampeão perdeu intensidade, permitindo a recuperação de Navone, que fechou a parcial e empatou o jogo.
No set desempate, a situação física do favorito se agravou visivelmente. Além de chorar em quadra devido às limitações do corpo, ele assistiu o oponente dominar completamente as ações para fechar a disputa com um contundente 6/1.
Em entrevista após a partida, o atleta admitiu que o mal-estar não foi um caso isolado e revelou que vem sofrendo com limitações físicas recorrentes ao longo de toda a atual temporada.
O desgaste acumulado gerou uma situação limite na carreira do tenista. “Foi uma sensação horrível em quadra. É algo que, infelizmente, tenho carregado em praticamente todas as partidas deste ano. Vomitar, ter um problema sério ali. Depois meu corpo inteiro começa a entrar em colapso, basicamente com cãibras e dor”, pontuou o sérvio após o revés histórico.
Por Redação Acontece
Foto: Divulgação / US Open
