O ex-comandante da Força Aérea Brasileira (FAB) brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Júnior classificou como leviandade a declaração de que estaria pedindo votos para o atual governo. A manifestação ocorreu após o senador Flávio Bolsonaro (PL) minimizar relatos sobre uma tentativa de golpe de Estado durante sabatina em rede nacional.
A sabatina e a tentativa de descredibilizar depoimentos
Durante entrevista ao telejornal da Rede Globo, o candidato à Presidência pelo PL tentou desqualificar as acusações feitas pelo militar. Segundo o parlamentar, os testemunhos a respeito de articulações golpistas no encerramento da gestão de Jair Bolsonaro não teriam gravidade por partirem de alguém que supostamente faria campanha para a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva.
Em resposta publicada em suas redes sociais, Baptista Júnior afirmou que a acusação de viés político serve apenas como subterfúgio para evitar responder a questionamentos sérios feitos durante o debate político.
Críticas ao lançamento de livro e ao coordenador de campanha
O militar também ironizou a origem da alegação de apoio político, sugerindo que a declaração do senador pode ter sido baseada em especulações sobre sua autobiografia, intitulada “Eu disse não! Uma trincheira antigolpista”, com lançamento previsto para os dias seguintes. Para o ex-chefe da Aeronáutica, seria prudente a leitura da obra antes de pronunciamentos públicos sobre seu conteúdo.
Repercussão com Rogério Marinho
O embate ganhou novos desdobramentos quando o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial, endossou a fala do colega de partido na internet. Marinho reforçou que o depoimento de opositores políticos não deve ser aceito como verdade absoluta.
Em tréplica direta, o brigadeiro criticou a postura do coordenador e fez um alerta histórico. O ex-comandante comparou a retórica adotada pela coordenação da campanha a momentos passados da política nacional, pedindo maior serenidade e respeito institucional no debate público brasileiro.
