Um homem de 32 anos foi preso no último sábado (7) em Ponta Grossa, cidade localizada na região dos Campos Gerais do Paraná, sob a acusação de utilizar sua influência religiosa para cometer crimes de violência sexual contra uma adolescente de 16 anos. A identidade do suspeito não foi divulgada pelas autoridades policiais.
Investigação e modus operandi
De acordo com as apurações conduzidas pela Polícia Civil, o suspeito atuava como pai de santo e se aproveitava dessa condição para convencer a vítima de que ela possuía “chamados espirituais”. Ele dizia que a jovem precisava receber “energias” dentro do terreiro.
O delegado responsável pelo caso informou que o investigado fingia estar incorporado por entidades espirituais para forçar a adolescente a praticar atos de cunho sexual. Além disso, o homem fazia ameaças de morte contra os familiares da vítima caso ela recusasse as ordens impostas sob a justificativa de desejos da entidade.
Álcool e coerção psicológica
Os policiais descobriram ainda que, em uma das ocasiões registradas, o suspeito ofereceu bebida alcoólica para a jovem com o intuito de diminuir sua capacidade de resistência diante dos abusos.
“O investigado instrumentalizava a fé e o temor religioso para vulnerar jovens e coagir suas famílias. A prisão assegura não apenas a ordem pública, mas garante que a justiça seja feita e que as testemunhas e outras possíveis vítimas possam prestar seus depoimentos sem medo”, afirma a delegada Ana Paula Cunha Carvalho.
As provas recolhidas ao longo do inquérito comprovaram a repetição dos abusos sexuais por meio de fraude, intensa manipulação psicológica e forte coerção espiritual.
Prisão e próximos passos
Com base na gravidade do caso, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do suspeito, que foi prontamente autorizada pela Justiça. A captura ocorreu no Bairro Contorno. O homem vai responder criminalmente por violação sexual mediante fraude e por fornecer bebida alcoólica para menor de idade.
A polícia investiga se há mais pessoas que sofreram o mesmo tipo de violência. “Acreditamos que, com a prisão desse investigado, elas se sintam mais à vontade para formalizarem essas denúncias”, detalha a autoridade policial.
Informações e denúncias que possam auxiliar o andamento das investigações podem ser repassadas pelo telefone 197 da Polícia Civil, pelo número (42) 3225-3856 do Núcleo de Proteção à Criança e Adolescente Vítima de Crime (Nucria), pelo e-mail nucriapontagrossa@pc.pr.gov.br ou presencialmente na sede do Nucria, situada na Rua Rodrigues Alves, 950, no bairro Jardim Carvalho.
Por Redação Acontece
Imagem: Divulgação / Polícia Civil
