Com meio século de história completado recentemente, o projeto das Escolas Práticas Educativas de Trânsito no estado já impactou milhões de pessoas por meio de uma metodologia que une teoria e prática na formação viária.
Metodologia voltada para crianças
As atividades atendem majoritariamente estudantes do ensino fundamental com idades entre 9 e 11 anos, faixa etária em que os jovens ganham maior autonomia nas vias públicas. A abordagem pedagógica prepara os participantes para compreenderem melhor o fluxo urbano por meio de simulações em cidades mirins.
A coordenadora-chefe de Educação de Trânsito detalhou como funciona o cronograma aplicado nas unidades paranaenses.
“O programa pedagógico é estruturado em duas etapas complementares. A primeira consiste em uma fase preparatória de 10 horas/aula na própria escola, conduzida pelos professores regentes até 30 dias antes da visita com o suporte de cartilhas didáticas do DER/PR. Na sequência, os alunos participam de uma imersão presencial de duas a três horas na sede da Escola, combinando debates teóricos, dramatizações e arte-educação em anfiteatro com vivências práticas em uma minimalha viária totalmente sinalizada, onde circulam a pé, de bicicleta ou em mini veículos”, explica.
Expansão e unidades regionais
O atendimento abrange atualmente cinco cidades paranaenses, com planos de ampliação para outros municípios nos próximos anos. As unidades contam com inovações tecnológicas e estruturais para garantir acessibilidade e dinamismo durante as aulas práticas com os estudantes.
Além da vertente estritamente educativa, a iniciativa promove ações voltadas à solidariedade e à preservação ambiental por meio da arrecadação de materiais recicláveis para a aquisição de equipamentos de auxílio à mobilidade.
Impacto social e histórico
Criada na década de 1970, a instituição paranaense tornou-se referência nacional e internacional ao longo de sua trajetória, recebendo premiações importantes no exterior e consolidando diretrizes de conscientização para motoristas e pedestres.
A gestora reforçou o propósito humano por trás do projeto desenvolvido pelo órgão estadual.
“O nosso trabalho vai muito além de ensinar sinalização. Através do projeto criamos memórias afetivas que os alunos levam para a vida inteira”, afirma.
Ela complementou sobre a importância da certificação entregue aos participantes ao término das atividades práticas.
“No final dessa experiência, as crianças recebem a Certificação de Pedestre, que é a primeira Carteira de Habilitação da vida delas. Um marco de responsabilidade e cidadania. Não estamos apenas formando alunos, mas construindo um trânsito mais seguro e humano. Porque, no fim das contas, a pressa passa, mas cada vida importa”, conclui.
Por Redação Acontece
Foto: Divulgação/DER-PR
