A indústria da construção civil consolidou-se como um dos principais pilares para o avanço econômico e social no estado do Paraná.
Impacto no mercado de trabalho e no PIB
O segmento é responsável por assegurar cerca de 186 mil postos de trabalho formais, além de responder por 13,7% de todo o Produto Interno Bruto industrial paranaense, transformando a infraestrutura urbana e municipal.
Dados consolidados pelo Núcleo de Assessoria Econômica da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), amparados no Novo Caged de agosto de 2026, evidenciam a magnitude da atividade. Informações da RAIS indicam que o total de empresas do setor subiu de 26.490 no ano de 2024 para 26.754 em 2025, ao passo que a fatia do PIB industrial se baseia em levantamentos prévios do Ipardes.
Cadeia produtiva e fornecedores
Cada novo canteiro de obras aciona uma vasta rede de parceiros e insumos, englobando desde produtoras de aço e cimento até fornecedores de maquinário pesado, estruturas metálicas e variados serviços especializados.
Para o coordenador do Conselho Setorial da Indústria da Construção da Fiep, Ricardo Lora, os investimentos no segmento beneficiam diversas atividades. “Quando uma obra é realizada, ela movimenta fornecedores, indústrias, prestadores de serviços e trabalhadores. Ao mesmo tempo, entrega estruturas essenciais para a população e para o setor produtivo. Por destino, investir na construção é também investir no desenvolvimento do Paraná”, afirma.
Infraestrutura, tecnologia e planejamento futuro
O alcance da atividade abrange desde moradias e edifícios comerciais até grandes obras de infraestrutura, a exemplo de rodovias, pontes, redes de saneamento básico e malhas logísticas essenciais para o transporte de cargas.
Com foco em eficiência, o mercado busca adotar modernizações tecnológicas, digitalização de plantas e processos construtivos sustentáveis. Para guiar essa evolução, a Fiep apresentou em 2025 a Rota Estratégica da Indústria da Construção 2040, elaborada pelo Observatório Sistema Fiep em conjunto com o Conselho Setorial.
O documento estratégico agrupa 152 diretrizes voltadas a elevar a produtividade, a sustentabilidade e a inovação tecnológica no estado. “A incorporação de tecnologias, a qualificação dos profissionais e a busca por processos mais eficientes são fundamentais para o futuro do setor. A Rota Estratégica 2040 nos ajuda a estabelecer prioridades e construir uma visão de longo prazo”, destaca Lora.
Por Redação Acontece
Crédito: Gelson Bampi
