A eficácia do sinal universal de socorro voltou a ser destaque no Paraná após episódios recentes em que vítimas conseguiram pedir ajuda de forma silenciosa e evitar tragédias maiores, evidenciando a importância de a população reconhecer o gesto.
O caso em Pitanga e o resgate na rua
Em um dos episódios registrados no estado, ocorrido em Pitanga, na região central paranaense, uma mulher de 28 anos foi mantida em cárcere privado e agredida pelo ex-companheiro. O crime começou quando o agressor invadiu a residência da vítima, submetendo-a a violência física por cerca de seis horas antes de obrigá-la a caminhar pelas ruas para confrontar seu atual namorado.
A intervenção das testemunhas
Durante o trajeto forçado, ao notar a aproximação de um automóvel, a mulher realizou o gesto de socorro com as mãos voltadas para as costas. Motoristas que passavam pelo local perceberam o pedido de ajuda, interceptaram o casal e conduziram a vítima até a sede da Polícia Militar.
“A mulher tinha sido agredida pelo ex-companheiro, que tinha invadido a casa e, por questões de ciúme do atual companheiro dessa vítima, a agrediu e a levou para tomar satisfações no outro endereço, onde reside o atual companheiro da vítima. Nesse percurso entre a casa da vítima e a casa do atual companheiro, foi que ela conseguiu pedir ajuda através de sinais ao indivíduo que passava na rua”, detalhou o delegado William Gama Assunção.
Histórico do agressor e desdobramentos judiciais
O autor das agressões acabou preso em flagrante, mas foi solto no dia seguinte sem pagamento de fiança. Contudo, após apedrejar a residência da família da vítima, proferir ameaças e danificar o veículo dela, teve a prisão preventiva decretada e permanece detido. O inquérito aponta passagens anteriores por violência doméstica e ameaça, mantendo-o como réu perante a Justiça por crimes como lesão corporal qualificada, cárcere privado e ameaça.
Como funciona o sinal universal
O recurso utilizado pelas vítimas consiste em um movimento simples e discreto: levantar a mão com a palma aberta para a frente, dobrar o polegar em direção à palma e, em seguida, fechar os demais dedos sobre ele. Criado para ser imperceptível aos agressores, o método visa alertar terceiros sobre situações de perigo iminente.
Por Redação Acontece
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