Um crime bárbaro chocou os moradores do município de Sarandi, na região Norte do estado, culminando na prisão em flagrante de um suspeito por tentativa de feminicídio.
Ação registrada por câmeras de segurança
As lentes de um circuito de monitoramento instalado no Jardim Monterrey flagraram o momento exato em que Leandro Gil Martins, de 40 anos, transportava a companheira. O registro, feito por volta das 8h10 de um domingo (11), mostra o indivíduo utilizando uma carriola para movimentar um saco de cal de grande porte, de onde sobressaíam apenas os pés e as pernas da vítima.
Próximo ao final da via pública, o agressor simplesmente arremessou a mulher no chão e fugiu do local.
Socorro e estado de saúde da vítima
Encontrada inconsciente, a mulher recebeu atendimento médico imediato e a Polícia Militar foi acionada para registrar a ocorrência. Coberta por resíduos de cal e apresentando diversos ferimentos pelo corpo, ela recuperou a consciência no hospital e relatou aos policiais ter sofrido socos, tapas e chutes desferidos pelo próprio companheiro.
No dia seguinte ao episódio, a vítima seguia internada em uma Unidade de Pronto Atendimento, sob cuidados médicos e sem risco iminente de morte.
Prisão e desdobramentos judiciais
Com base nas características e na identificação do suspeito, as equipes policiais se deslocaram até a residência dele, efetuando a prisão em flagrante. No local da abordagem, os agentes encontraram tanto a carriola utilizada no transporte quanto o próprio homem, que ainda estava com vestígios de cal pelo corpo.
Durante o interrogatório na delegacia, o investigado apresentou sua versão dos fatos. Leandro Gil Martins negou as agressões físicas e alegou que houve apenas uma discussão motivada por uma garrafa de bebida alcoólica. Segundo o seu relato, a companheira estaria desacordada devido a um período de dois dias sem dormir.
Questionado sobre o motivo de tê-la abandonado na via pública, o homem limitou-se a dizer que a deixou “lá mesmo”. Diante do cenário, a autoridade policial levantou a hipótese de que o suspeito pudesse acreditar que a vítima havia falecido após as agressões, decidindo desovar o corpo na rua.
O Ministério Público manifestou-se favoravelmente à conversão da prisão em flagrante em preventiva, pedido este prontamente aceito pela Justiça paranaense para garantir a ordem pública e a integridade da vítima.
Por Redação Acontece
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