Uma operação policial na região central do Paraná resultou na prisão em flagrante de um homem de 41 anos, suspeito de submeter a própria companheira, de 39 anos, a cárcere privado durante um período de aproximadamente dois anos.
Descoberta do crime através de escola
O caso veio à tona depois que a adolescente de 16 anos, filha do casal, relatou a situação dramática em sua unidade de ensino, o que motivou a mobilização imediata das autoridades policiais locais.
Isolamento total e controle rigoroso
De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil, a residência funcionava como um ambiente de completo isolamento, onde a mãe e as três filhas — incluindo duas crianças — eram terminantemente proibidas de possuir telefones celulares.
O agressor permitia apenas que a vítima utilizasse o aparelho dele para contatos com familiares, mas exercia fiscalização rigorosa sobre todas as mensagens enviadas, bloqueando qualquer tentativa de pedido de socorro.
Resgate e prisão em flagrante
Quando os agentes compareceram ao endereço para verificar a denúncia, a mulher confirmou o cerceamento de sua liberdade de ir e vir, além de expressar profundo temor por sua integridade física e pela segurança das menores.
Diante dos fatos, o suspeito recebeu voz de prisão em flagrante, sendo formalmente investigado pelos crimes de sequestro e cárcere privado, além de ameaça e injúria contra a companheira.
Canais de denúncia no estado
A Polícia Civil reforça a importância da participação da comunidade no enfrentamento a esse tipo de crime e lembra que denúncias anônimas podem ser realizadas por meio do telefone 197 ou pelo Disque-Denúncia 181.
Em casos de emergência com risco iminente, o acionamento da Polícia Militar deve ser feito imediatamente pelo número 190.
Por Redação Acontece
Foto ilustrativa: Fábio Dias/EPR
