Um historiador residente em Jaguariaíva, cidade situada na região dos Campos Gerais, acumulou um acervo impressionante composto por mais de 4 mil santinhos e centenas de peças relacionadas a disputas políticas ao longo dos últimos cem anos.
De álbuns infantis a um acervo histórico gigante
O hobby começou em 2000, quando ele tinha apenas 11 anos e convivia com políticos que frequentavam o estabelecimento comercial da sua mãe. Estimulado pelo pai, o jovem passou a colar os panfletos de campanha em cadernos, transformando o material de propaganda em uma verdadeira coleção.
Com o passar dos anos, o interesse cresceu e se transformou em uma missão de preservação da memória política nacional, reunindo desde cédulas antigas até objetos que hoje têm a sua distribuição proibida pela legislação eleitoral brasileira.
Brindes proibidos e peças centenárias
Entre os mais de 4 mil itens preservados no interior paranaense, destacam-se brindes de campanha que atualmente são vetados por lei, a exemplo de lixas de unha, cinzeiros, tábuas de carne, pentes e ursos de pelúcia personalizados com nomes de candidatos.
O acervo também conta com uma antiga urna de lona utilizada para receber os votos impressos antes da chegada das urnas eletrônicas, além de títulos de eleitor emitidos nas primeiras décadas em que o público feminino conquistou o direito ao voto no país.
Itens raros da política paranaense
Outro destaque importante da coleção é um cartão de agradecimento datado de 1947, assinado por Rosi Pinheiro Lima, reconhecida como a primeira mulher a assumir o cargo de deputada estadual no estado do Paraná.
Para o idealizador do projeto, a curadoria vai muito além da nostalgia partidária, funcionando como um mecanismo essencial para resgatar a trajetória da democracia brasileira e dar visibilidade aos personagens que participaram da construção política do país.
Por Redação Acontece
Arquivo pessoal
